quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

MENSAGEM ENVIADA PELO MEU AMIGO MARCOS TENÓRIO

"As pessoas nos finais de ano e natais sempre desejam tudo de bom aos amigos, muitos presentes e felicidades, isso é cultural e natural. Eu como todos não poderia ser diferente, desde o ano em que demos baixa no exército, e cada um foi procurar o melhor para sua vida, eu tinha alguns desejos especiais, um deles era de todo ano reencontrar amigos daquele tempo de 39º BIMtz, especialmente da 2ª Cia., amigos de verdade, não só companheiros, que em um dia daquele abençoado ano de 1984 o Papai Noel colocou em nosso caminho e você meu amigo Sd Marco é um deles com certeza. Ainda teremos outros reencontros e epero que sejam tão bons como tem sido esses últimos. Um feliz Natal e um prospero Ano Novo para um prospero amigo de feliz amizade".

"2ª GUERREIRA, BRASIL ACIMA DE TUDO. OS MELHORES SÃO APENAS BONS PARA TURMA DE 84."

MARCOS TENÓRIO

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL!!!!!! OH!OH! OH!

FELIZ NATAL A TODOS!!!


Desejo a todos os meus amigos e inimigos, que me acompanham no meu BLOG um feliz Natal.


Agradeço de todo o meu coração a todos, que de uma forma de outra, tem feito algo para melhorar o mundo em que vivemos.


Que neste Natal o coração dos homens possam ser mais maleáveis, e que a paz e o amor estejam dentro deles.


O MEU SINCERO FELIZ NATAL, COM PAZ, ALEGRIA E BASTANTE SAÚDE...

domingo, 8 de novembro de 2009

FELICIDADE GERAL

Tem algum tempo que eu não escrevo no meu Blog, pois estou muito ocupado, mas logo voltarei com força total. Estou passando aqui para deixar algumas fotos do encontro da Turma de 1984 dos guerreiros da 2ª Companhia de Fuzileiros do 39º Batalhão de Infantaria Motorizada, onde eu servi. Grandes amigos... 07/11/09

O Tenente Bergamin e o Tenório (Pantera) que fez a festa se tornar realidade

Eu e o Grande amigo Assis, juntos com o os Guerreiros da 1ª Cia de Fuzileiros

Eu, o Pisa, Rogério e o Assis

Grandes amigos Fuzileiros Genilson e De Paula

Eu e o Grande Ismael

Eu, filho do Bertolle, o Bertolle e o Gregório




domingo, 20 de setembro de 2009

“Aprendi a extorquir o povo”

Um ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus relata como o bispo Edir Macedo o instruía a tirar dinheiro dos fiéis e a depositá-lo em contas no exterior

Mariana Sanches, de Balneário Camboriú (SC) - REPORTAGEM DA REVISTA ÉPOCA 18/09

A casa no bairro de Cascadura, Rio de Janeiro, onde Gustavo Alves da Rocha passou a infância ficava a cerca de 1 quilômetro de distância do local onde foi erguido o primeiro templo da Igreja Universal do Reino de Deus, há 32 anos. A vida de Gustavo e a de Edir Macedo, o líder da Universal, só se entrelaçaram, porém, quando os dois cruzaram o Oceano Atlântico. Em 1996, Gustavo, aos 16 anos, morava com sua tia em Londres. O bispo Macedo acabara de abrir sua primeira igreja na Inglaterra e precisava de um tecladista que animasse as reuniões dominicais. O tempo livre e o talento musical de Gustavo se encontraram com as ambições do bispo Macedo no número 232 da Seven Sisters Road, no bairro londrino de Finsbury Park. Era lá que ficava a primeira igreja da Universal em Londres, onde Gustavo foi empregado como tecladista.

Três anos depois, Gustavo se tornou pastor da Universal em Nova York. Ele diz que era responsável por contar e fazer o depósito do dízimo recolhido nos 26 templos da Universal em Nova York. Diz ter sido instruído a se casar com a empregada doméstica do bispo Macedo, Jacira Aparecida da Silva, e conta que se mudou para a casa de Macedo, nos Estados Unidos, onde morou por quase três anos. Da sala da luxuosa casa do bispo, Gustavo afirma que assistia a Macedo orquestrar por rádio a expansão dos templos da igreja e dos negócios de comunicação, hoje alvos de investigação pelo Ministério Público.

Gustavo diz ter ouvido o bispo Macedo instruir seus bispos a trocar dólares para ele em São Paulo, diz ter depositado dinheiro do dízimo em duas contas no exterior, uma delas em nome de um pastor americano amigo de Macedo, conhecido como Forrest Hills, e afirma que o dinheiro dos fiéis era usado para investimentos na TV Record. “Em 2003, fizemos com os fiéis de Nova York uma campanha para arrecadar US$ 1 milhão. Foi com esse dinheiro que a Record montou o estúdio em Manhattan”, diz. As ligações de Gustavo com a igreja são comprovadas por documentos como passaporte, contracheques e fotos. A TV Record negou as acusações.

Em 2004, Gustavo foi demitido pelo bispo Macedo. Hoje, ele é considerado pelos promotores uma testemunha importante nos processos abertos contra o fundador da Universal. Seu depoimento poderá contribuir para confirmar as suspeitas de estelionato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha que recaem sobre o bispo Macedo e a cúpula da igreja e da Rede Record. Gustavo hoje trabalha de madrugada como taxista em Balneário Camboriú, Santa Catarina. Mora numa casa de quatro cômodos, alugada, que não guarda nenhuma semelhança com o luxo e o conforto que Gustavo diz ter experimentado em Nova York. Não tem mais o dinheiro que juntou enquanto era pastor. Desde que voltou ao Brasil, já morou em mais de cinco cidades. Aos 29 anos, diz ter dificuldade para arrumar emprego e afirma temer represálias de membros da Universal. Ele contou a história que viveu na igreja num depoimento de cinco horas concedido a ÉPOCA.

Procurada por ÉPOCA, a Igreja Universal confirmou que Gustavo foi pastor da igreja, “desligado da obra por motivos de prática de conduta contrária aos bons costumes e à moral”. Disse que “a Igreja Universal, seus bispos e pastores fazem tudo dentro da maior legalidade” e negou que Gustavo tivesse sido instruído a se casar com uma mulher indicada pelo bispo Macedo e que tivesse morado na mesma casa que ele. A Universal negou ainda que Jacira Aparecida da Silva tivesse trabalhado como empregada doméstica para o bispo Macedo. A TV Record afirmou, também por e-mail, que não faz nenhuma transação com dinheiro oriundo da Universal: “Todos os salários dos funcionários da Rede Record são pagos pela emissora em conta-corrente dos beneficiários e todos os investimentos são pagos pela emissora com recursos próprios”. A seguir os principais trechos do depoimento do ex-pastor Gustavo Rocha.

“Edir Macedo nos ensinava a atingir as metas que ele criava para cada igreja, e a meta era financeira. Não era de fiéis “ GUSTAVO ROCHA, ex-pastor da Universal. Na foto, tirada em 2001, ele aparece no altar de uma das igrejas que comandou em Nova York.

Como conheceu o bispo Edir Macedo
“Eu nasci no Rio de Janeiro, mas quando tinha 12 anos fui morar com uma tia em Londres. Uma tarde eu estava passeando com minha tia pelas ruas de Finsbury Park e vi um teatro. Resolvemos entrar. Na porta estava escrito apenas Teatro Arco-Íris. Aí eu vi um piano e, como sempre tive paixão pela música, pedi para tocar um pouco. Quem veio até mim foi o Edir Macedo. Ele me pediu para que eu tocasse “Yesterday”, dos Beatles. Ele elogiou e me perguntou: ‘Você sabe tocar música gospel?’. Eu respondi que não, mas consegui acompanhar no piano quando ele colocou umas músicas gospel para tocar no rádio. Ele disse que precisavam de um tecladista e eu, que tinha 16 anos, aceitei tocar todos os domingos em troca de algo em torno de R$ 50. Depois de uns quatro meses, minha tia procurou Edir Macedo para dizer que eu voltaria ao Brasil. Daí Edir veio com uma proposta: ‘Não, a gente vai ajudá-lo. Se você permitir, nós queremos investir nele. A igreja se propõe a pagar uma escola para ele aqui na Inglaterra’. A igreja pagou para mim por dois anos uma escola de idiomas, a London Capital College. Eu passei a morar na igreja e não tinha salário.”

A preparação para ser pastor
“Quando fui morar na igreja, eu dividia um quarto com outros obreiros. Passei a tocar todos os dias, fazia a limpeza do templo, a evangelização, distribuía jornal da igreja de porta em porta. Eu não tinha dinheiro para ligar para minha família no Brasil, nem no Natal. Fiquei praticamente confinado. Minha tia deixou de me visitar, achou que eu estava fanático. Eles fizeram comigo um processo de preparação para ser um futuro pastor. Quando chegava alguém à igreja para pedir um conselho, o bispo Macedo me chamava: ‘Senta aqui do meu lado para você conhecer os problemas do povo e aprender a orientar as pessoas’. Foram dois anos sentado ao lado dele. Quando o fiel ia embora, ele perguntava: ‘Entendeu? Essa moça está com problema financeiro e está tão fragilizada que, se você disser Faça isso!, ela vai fazer. Você tem de despertar essa fé que está nela para que ela venha e traga uma oferta para a igreja’. Oferta significava dinheiro, mas no começo ele não falava muito a palavra ‘dinheiro’, para não me assustar. Dependia dele para ter roupas e comida. Aqueles que eram bispos tinham muito privilégio. Queria ter a vida que o bispo Macedo e outros bispos tinham, então eu me submetia a tudo o que mandavam. Cheguei a fazer um jejum e só beber água durante sete dias. Nesses dois anos não fui sequer uma vez ao médico. O bispo Macedo me dizia que eu tinha de usar minha fé para curar a gripe, a dor de cabeça. Fazia parte do processo de sacrifício.”

Como a Universal se expande
“Eu e Edir Macedo saíamos pelo menos duas vezes por semana para procurar um teatro, um galpão onde desse para abrir uma nova igreja. A gente olhava primeiro a vizinhança. Se tivesse outra igreja na região, não valia a pena investir. E olhávamos se o povo era pobre ou de classe média. Se a área fosse pobre, era mais interessante, a igreja cresce mais. O bispo Macedo dizia que gente pobre tem todo tipo de problema. Então, é fácil ter argumento para atrair essas pessoas. Se fosse um pessoal com mais dinheiro, ele já pensava duas ou três vezes se valia a pena investir, porque apenas uma minoria frequentaria a igreja. Quando o bairro era de classe média, o pastor tinha de falar bom inglês e ter cultura, porque colocar um pastor escandaloso, ignorante, não dava certo. Em Londres, presenciei a criação de duas igrejas. Uma foi em Brixton e a outra em Peckham. Os cultos eram em inglês, 2% ou 3% dos fiéis da igreja eram brasileiros, 2% ou 3 % eram britânicos, e o restante eram africanos e jamaicanos. Havia uma preferência por colocar um pastor negro, para que os fiéis se identificassem mais.”

A escala em Portugal e a promoção
“Depois de dois anos na Universal em Londres, meu visto de estudante venceu e não conseguimos renovar. Eu já estava com 18 anos. O bispo Macedo conversou comigo e disse que Deus estava me enviando para Portugal. Fiquei lá um mês e meio, morando em Lisboa, até que o bispo Macedo me avisou que ele iria me registrar como pastor da Universal e em 15 dias eu estaria em Nova York. Ele disse que não me deixaria em Portugal porque ele precisava de um pastor com bom inglês nos Estados Unidos. No dia 13 de maio de 1999, eu cheguei a Nova York. Eu passei a tocar piano na igreja principal, no Brooklyn. Depois de uns 15 dias, o bispo Macedo chegou a Nova York e me disse que eu não deveria ficar só tocando, passaria a pregar. Foi a primeira vez em que fui responsável por uma igreja, a igreja de Utica, no Brooklyn. E, como eu era um pastor registrado pela Universal, passei a ter um salário. Ganhava US$ 600 brutos por mês. Era pouco, mas não tinha despesa com água, luz, aluguel porque eu morava na igreja.”

As metas e o método de arrecadação
“Em Utica, em dois meses, a igreja encheu. Cabiam 70 pessoas. O bispo Macedo achou que tinha valido a pena investir em mim. Comecei a fazer programas de TV e de rádio para a igreja e a participar das reuniões de pastores e bispos. Nessas reuniões, Edir Macedo nos ensinava a atingir as metas que ele criava para cada igreja. E a meta era financeira. Não era de fiéis. No primeiro mês, a minha igreja rendeu US$ 3 mil. Daí o bispo Macedo me falou: ‘Olha, Gustavo, este mês fez US$ 3 mil. Então, se no mês que vem você conseguir arrecadar só US$ 2.900, eu tiro a igreja de você. Você vai se virar para fazer US$ 3.500, senão eu vou descontar do seu salário, você não vai mais participar das reuniões e vai voltar para o piano’.”

“Fiquei tranquilo porque eu já tinha aprendido o trabalho. Ele me ensinou o seguinte: como era uma igreja pequena, primeiro eu tinha de fazer um atendimento corpo a corpo, conversar com cada um dos membros da igreja, visitar a casa, participar da vida. Eu levantava toda a vida da pessoa e determinava o dízimo. E eu ia colocando isso na cabeça das pessoas. Elas chegavam para me contar alguma coisa: ‘Pastor, fui viajar e bati meu carro’. Eu dizia: ‘A senhora está sendo fiel no seu dízimo?’. Ela dizia que não. Então eu falava que era por isso que ela tinha batido o carro. Óbvio que não tinha nada a ver, mas era uma questão de mexer com o psicológico, para que ela pensasse que as coisas ruins aconteciam por causa de um erro dela, e não por um erro da igreja ou um erro de Deus. Eu tinha de fazer aquela pessoa acreditar que o dízimo dela era uma coisa sagrada. Noventa e nove por cento das pessoas que vão à igreja, e isso eu ouvi do bispo Macedo, não vão para adorar a Deus. Vão para pedir, porque têm problemas no casamento, nas finanças, de saúde. Então o bispo falava: ‘Você chega para a pessoa e diz: Você está com problema financeiro, não está? Eu sei, eu estou vendo que sua vida financeira não está boa’. É muito fácil. Por serem pessoas humildes, elas estão mais propensas a certos problemas.”

O sucesso
“As minhas metas sempre eram alcançadas. Edir me dizia: ‘Agora a meta é US$ 4 mil’, eu fazia 4 mil. ‘Agora é US$ 5 mil’, eu fazia US$ 5 mil. E, a cada mês que eu alcançava minha meta, eu ganhava mais crédito, até o ponto de o bispo Macedo falar: ‘Você não é pastor para essa igreja, você é pastor para uma igreja melhor. Vou te colocar numa igreja maior, onde a meta já não é US$ 5 mil, a meta é US$ 30 mil’. Fiquei seis meses em Utica e fui para a igreja de Bedford. Vinham umas 400 pessoas, e a meta mensal era de US$ 25 mil. Alcancei todas as metas outra vez. Peguei a igreja com US$ 25 mil e deixei com quase US$ 40 mil de doações mensais. Aprendi a extorquir o povo, tenho até vergonha de falar. Uma vez coloquei uma piscina de plástico no altar por 15 dias, cheia de água. Disse que aquela era uma água do Rio Jordão, onde Jesus foi batizado. Eu dizia que as pessoas iam ser batizadas na mesma água que Jesus, desde que dessem uma oferta. E era água de torneira. Uma vez consegui fazer os fiéis doar três carros. Eles iam embora e me deixavam as chaves e o documento. A igreja vendia para fazer dinheiro. Entre os pastores, a conversa sempre era: ‘E aí, já pegou o mês?’. ‘Pegar o mês’ significava cumprir a meta. Eu chegava para um pastor que tinha uma igreja melhor que a minha e perguntava: ‘Já pegou o mês?’. ‘Já, fiz US$ 80 mil’, ele dizia. Eu respondia: ‘Olha, meu mês está em US$ 50 mil, mas vou fazer uma loucura, vou passar o teu mês e vou pegar tua igreja, hein?!’.”

As gratificações
“Quanto mais eu ganhava para a igreja, mais privilégios eu tinha. O meu pior carro foi um Toyota Corolla, era o primeiro carro de todo pastor. Do Corolla, passei para um Ford Focus, zero-quilômetro. Do Focus, tive um Honda Civic, do ano. Do Civic, fui para um Honda Accord. Nos Estados Unidos, morei em três casas diferentes. Conforme cumpria a meta, as casas aumentavam de tamanho, melhoravam de localização. O bispo Macedo pegava o relatório do mês, via a progressão de rendimentos e te perguntava: ‘Você está morando onde? E vai para a igreja com que carro? Faz o seguinte: fala com o bispo responsável para ele te mudar para tal casa’. Ele olhava em uma relação de pastores os bens que cada um estava usando e dizia: ‘Esse carro aí que você tem, dê para o pastor Álvaro e pega o carro do pastor Álvaro para você’. Era frequente essa troca de carros e casas entre os pastores. Como a gente não podia comprar mobília nem bens, só coisas pessoais, roupas, a mudança era bem rápida. Pastor não pode ter nada em seu nome, todos os carros que eu tive e casas em que morei estavam no nome da Universal.”

O casamento arranjado “Em 2001, eu tinha 21 anos, era um pastor promissor e ainda era solteiro. Namorava havia dois anos uma americana que era obreira da igreja. Houve uma dessas reuniões de bispos e pastores e o Edir Macedo estava chamando a atenção de todo mundo. Ele olhou para mim: ‘Fica de pé. Você está namorando?’. Eu disse que sim. ‘Mas quem autorizou seu namoro? Está tudo errado. Você vai pegar o meu celular e vai ligar para sua namorada. Você vai dizer para ela que Deus não quer mais que vocês fiquem juntos.’ Eu fiquei indeciso, mas não teve jeito. Peguei o telefone, liguei para minha namorada no viva-voz e rompi com ela. Quando desliguei, ele disse para os pastores: ‘Estão vendo? A obra de Deus precisa de homens assim. Por você ter obedecido, vai ser abençoado agora. Você vai para o Brasil e vai conhecer uma mulher que Deus preparou para você. E você vai casar com ela. Você é um pastor da minha confiança, mas nela eu confio ainda mais do que em você, porque ela mora na minha casa, ela é minha empregada doméstica’. Embarquei para o Brasil no dia seguinte. Só conheci a Jacira no cartório. Dois dias depois, a gente casou no religioso. O bispo João Batista (ex-deputado federal) fez o casamento e pagou a lua de mel em Poços de Caldas (Minas Gerais). No dia em que partimos para a lua de mel, ele disse: ‘Gasta à vontade, porque quem está pagando isso é o povo. Não tem limite, fica tranquilo’.”

“Depois que voltei da lua de mel, passamos 15 dias na casa do João Batista, até que o visto da Jacira saísse. Era um apartamento por andar, com oito quartos. O João Batista guardava uma boa quantidade de dinheiro no escritório, notas de dólar e real. A Jacira me disse que estava acostumada a ver aquilo na casa dos bispos. Quando voltei aos Estados Unidos levando a Jacira, o bispo Macedo me disse: ‘Que bom que deu tudo certo. O visto dela já tinha sido negado antes, mas você conseguiu trazê-la’. O casamento garantiu a entrada da empregada doméstica dele nos Estados Unidos.”

A vasectomia
“Logo depois que eu casei, o bispo Macedo me obrigou a fazer vasectomia. Ele justificava dizendo que um filho traria despesas e dificuldades para que eu fizesse a obra de Deus, já que com filho era mais difícil mudar de país. Ele dizia que a saída era, quando eu me tornasse um bispo, adotar, seguir o exemplo dele, dos genros dele, Renato Cardoso e Júlio Freitas. Os três primeiros médicos que procurei se recusaram a me operar. Eu tinha 21 anos e nenhum filho. O quarto topou, mas me disse que não recomendava. Fiz uma vasectomia irreversível. Enquanto eu estava nos Estados Unidos, dos 26 pastores que trabalhavam em Nova York, outros sete também fizeram. Se você não faz a vasectomia, perde a chance de crescer e chegar a bispo, vai ser só mais um pastor que fica 15 anos na mesma igreja e não sai do lugar.”

Na casa do bispo
“Quando cheguei a Nova York com a Jacira, Edir Macedo e a mulher dele, a Ester, quiseram que ela fosse morar com eles. Eu era casado com ela. Daí eles me disseram: ‘Faz o seguinte. Pega um quarto aí e mora aqui com a gente’. Passei a morar no dúplex do Edir Macedo. Na casa dele, ouvi as conversas da cúpula da igreja. Era comum diálogos em que o bispo Macedo dizia: ‘Romualdo, como é que foi a campanha da Fogueira Santa aí no Brasil?’. E o bispo Romualdo Panceiro (outro dos auxiliares de confiança do bispo Macedo) dizia: ‘Olha, bispo, não foi muito boa não, deu só R$ 18 milhões’. Dinheiro na casa de Edir Macedo não era problema. Dirigia os carros dele, umas Mercedes antigas e superluxuosas. No dia a dia, ele não é religioso. A mulher de Edir Macedo, a Ester, tinha dentro de casa uma clínica de estética, com aparelhos de última geração. Quanto se gastava na casa do bispo Macedo era uma coisa que nem se fazia um cálculo, porque não precisava. Os outros bispos também viviam muito bem. Como os pastores, eles também tinham um contracheque bem baixo, mas era só fachada, para mostrar em caso de investigação. Mas o salário que vinha por fora era muito maior. Eu já presenciei durante a contagem da oferta os bispos dividirem o dinheiro entre si, esse ou aquele bispo tirar US$ 10 mil de uma oferta de US$ 50 mil. Eu também ganhava coisa por fora. Quando trabalhei com alguns bispos e a oferta era muito boa, o próprio bispo dizia para eu pegar um dinheiro para mim. Quando saí da igreja, eu tinha uns US$ 15 mil na conta que eu tinha tirado das doações dos fiéis.”

Os negócios da Record
“Eu posso dizer que a Record e a Universal são uma coisa só. Era comum eu ouvir o bispo Macedo falando em casa com o presidente da Record, Honorilton Gonçalves, pelo radinho: ‘Ô, Gonçalves, você fez aquele depósito, contratou tal artista, tal jornalista?’. Para pagar funcionários, despesas de programas televisivos, o Edir Macedo pedia para o Romualdo Panceiro tirar o dinheiro da conta da igreja para passar para a conta da Record. De tempos em tempos, o Gonçalves e o Romualdo diziam: ‘Edir, o negócio aqui está complicado, o cerco está bem apertado. A investigação está andando aqui, eles estão fiscalizando’. O Edir dizia: ‘Vocês têm de fazer alguma coisa, tira o dinheiro da conta da igreja e faz a contratação em dinheiro vivo’. Sempre em dinheiro vivo. Eu me lembro de quando foi montado o estúdio da Record em Nova York, em 2003. O bispo Macedo diz que foi gasto US$ 1 milhão. Ele fez uma reunião com os pastores da igreja e disse: ‘Precisamos levantar US$ 1 milhão. Vamos fazer uma campanha, e todas as igrejas precisam atingir uma meta’. Daí, ele já dividiu ali quanto cada uma teria de obter. Era a campanha das Muralhas de Jericó. Conseguimos mais de US$ 1 milhão, e foi com esse dinheiro que comprou os equipamentos para a TV.”

As contas no exterior
“Todo domingo à noite eu e alguns outros pastores éramos responsáveis por abrir os envelopes de dízimo e oferta e contar o dinheiro arrecadado pelas 26 igrejas de Nova York. Cada pastor guardava no cofre de sua igreja a oferta da segunda-feira até a última reunião do domingo. Daí levava tudo até a sede, no Brooklyn, para a contagem. Na segunda-feira de manhã, nós íamos ao banco fazer o depósito desse valor. O banco era o Chase Manhattan Bank. A matriz ficava a 300 metros da igreja. A quantia variava. Quando tinha uma campanha da Fogueira Santa de Israel, eu depositava tranquilamente US$ 1 milhão nesse banco por semana. Os depósitos eram feitos em duas contas. Uma no nome da Igreja Universal e a outra no nome de Forrest Higginbotham, um pastor americano que todo mundo conhecia como Forrest Hills. Ele pertencia a outra igreja, mas era uma pessoa de confiança do Edir Macedo. Foi o Forrest Hills quem ajudou a Universal a entrar nos Estados Unidos.”

“Lá nos Estados Unidos, eu também ouvi o Edir Macedo comentar umas quatro ou cinco vezes da necessidade de trocar dólares no Brasil, em São Paulo. Mas era uma tarefa que ele mesmo fazia ou passava para gente de muita confiança dele. Eles embarcavam no avião com o dinheiro e trocavam. Nunca soube quem eram os doleiros, mas posso te falar que os bispos que faziam esse serviço para ele eram os genros, o bispo Júlio Freitas, o bispo Renato Cardoso, o bispo Clodomir Santos e o bispo Romualdo Panceiro. Toda vez que eu ouvia falar em troca de dólar, era com esses bispos e o João Batista. O João Batista era com a maior frequência. O João Batista era, na gíria, a mula. Era ele quem levava, que trazia no avião, que fazia a transação, a troca. E, depois que ele fazia, ele levava nas mãos do Romualdo, do Clodomir. E com esses mesmos bispos, de altíssima confiança, o Edir costuma fazer umas reuniões na Suíça, em Zurique.”

A derrocada
“Uns quatro meses depois de fazer a vasectomia, comecei a ter problemas com a cirurgia. Descobri que o médico que me operou acabou cortando uma veia que não deveria ter sido cortada. Tive uma espécie de trombose nos testículos. Tive de usar um dreno e fui afastado pelo médico da pregação, mas o bispo Macedo me mandava trabalhar mesmo assim, usar a fé para me curar. Tive de fazer mais três cirurgias. O bispo Macedo dizia que eu devia estar endiabrado, que eu estava recebendo salário da igreja para não fazer nada. A pressão para que eu voltasse a trabalhar era tanta que tive de mostrar ao bispo Macedo todos os papéis, exames, porque ele não acreditava que eu realmente estava doente. Quando ele viu os laudos médicos, notou que tinha havido um erro. Foi logo me dizendo que um processo daria uma indenização milionária.”

“Procurei um advogado, que me disse que era uma causa ganha e que o processo duraria um ano e meio e deveria render por volta de US$ 500 mil. Quando o Edir soube que eu procurei outro advogado e não o da igreja, ele ficou bravo. Disse que eu tinha de procurar o advogado da Universal para abrir o processo e que deveria passar uma procuração para ele, porque o dinheiro que viesse deveria ser dado para a igreja, para a obra de Deus. Eu me recusei, disse que precisaria do dinheiro, que teria de me tratar. E aí começou uma pressão, e eu resolvi desistir do processo e fazer um acordo de US$ 65 mil com o médico. No mesmo dia em que assinei o acordo, o dinheiro já estava na minha conta. Quando contei ao bispo Macedo, ele começou a gritar comigo, dizer que eu era maluco, perguntou onde estava o dinheiro. Eu disse que estava na minha conta. Ele me mandou ir ao banco na mesma hora, sacar o dinheiro e depositar na conta da igreja. Eu me recusei. E aí ele me disse que eu estava fora: ‘A partir de hoje, você não é mais pastor da Igreja Universal. Você vai embora para o Brasil e não procure mais a igreja’. Isso foi em julho de 2004. E eu, doente, com quatro cirurgias feitas, fui mandado embora sem receber um dólar da igreja, depois de cinco anos de trabalho na igreja. Nunca tive férias, não tinha dia de folga certo. Eu me senti usado.”

“Voltei para o Brasil, me separei da Jacira um ano depois. Eu sofri por ter entrado na igreja muito jovem, abandonei a família, não terminei os estudos. Eu não tinha amigos que não fossem pastores ou bispos, não sabia o que era lutar por um emprego, não sabia quanto era um aluguel. Perdi tudo. Eu sempre me lembro da frase que o bispo Macedo costumava me falar: ‘Se você sair da igreja um dia, todos esses demônios que você expulsou nestes anos vão voltar para sua vida’.”
“Fizemos uma campanha com os fiéis para arrecadar US$ 1 milhão. Com o dinheiro, a Record montou o estúdio em Manhattan” GUSTAVO ROCHA, ex-pastor da Universal.

domingo, 23 de agosto de 2009

Felicidade no trabalho aumenta produtividade e lucro

Pequenas empresas investem em programas de incentivos para os funcionários trabalharem mais felizes. As recompensas podem ser prêmios como viagens e jantares, ou até mesmo a redução da jornada de trabalho. Empregados motivados rendem mais e aumentam o lucro da empresa.
A fotografia de uma equipe feliz e os sorrisos não são apenas parte de uma pose forçada. Trabalho e diversão caminham juntos em uma empresa de consultoria de São Paulo que aposta na satisfação dos funcionários para crescer.
“É isso que a gente busca: a felicidade do time. Trabalhamos sempre com essas três coisas em mente: a realização das pessoas no trabalho, o crescimento permanente, a evolução da espiral da melhoria contínua, e os lucros que fazem as empresas sobreviverem,” diz o empresário José Hernani Arrym.
Os 30 funcionários são economistas, administradores, engenheiros. Eles criam soluções para os clientes. Desenvolvem estratégias para aumentar o lucro das empresas. A equipe é jovem e vem das melhores faculdades do país. Entre os estímulos criados para segurar os empregados, está a participação nos lucros.
“Nós temos um programa de bônus trimestral. Quatro vezes por ano, quando a companhia vai bem, as remunerações correspondem a esse desempenho”.
Os sócios, Valter Pieracciani e José Hernani Arrym, criaram um modelo de gestão diferente. O lema da empresa é liberdade com responsabilidade. Os colabores administram o próprio tempo. Eles têm 20% do horário de trabalho livre.
“Nós sabemos que o ambiente profissional em si não satisfaz as expectativas de vida que as pessoas têm. A gente acredita que tempo para atividades culturais, atividades recreativas, o esporte, atividades de cunho espiritual, religioso, isso faz parte da vida,” revela José Hernani.
O consultor Márcio Amorim usa o tempo livre para estudar.
“Eu atualmente faço mestrado, estou na reta final de entregar o meu trabalho. Isso é importante porque me traz conhecimento tanto aqui para firma como para outras coisas. A firma gosta que a gente estuda, valoriza e incentiva isso, tanto é que ela permite que eu saía mais cedo um ou outro dia para poder desenvolver esse trabalho”.
Os sócios estimulam a definição de um plano de metas individual. Foi criado um programa chamado atletas corporativos - coordenado pela ex-atleta olímpica Marta Schonhorst.
“Eu trago essa bagagem do treinamento desportivo, do trabalho com rendimento e desenvolvimento e resultado do esporte, para outro ambiente que eu nunca imaginei que pudesse ser tão receptivo,” diz a coordenadora Marta Schonhorst.
A treinadora passa quatro meses com cada funcionário. E faz um plano de performance pessoal e profissional. A consultora Ana Paula Keller garante que seu desempenho melhorou.
"Eu tomei as rédeas do meu comportamento, das minhas ambições. Consegui com isso direcionar melhor minha carreira, com mais profissionalismo, de uma maneira muito mais espontânea também. Pessoas são muito parecidas, pessoas querem se desenvolver, pessoas querem resultado, pessoas são boas nisso. Tem atletas talentosos, tem jovens consultores super talentosos, tem executivos talentosos, então pessoas visam muito resultado e desenvolvimento", explica.
Um estudo mostra que uma pessoa recebe sete mil estímulos visuais e auditivos por dia.
Os espaços abertos são muito bons, mas acontece aquele pára e anda. Você para, se distrai, volta, se distrai, volta, principalmente com a internet.
Para evitar a dispersão, a empresa criou um ambiente especial.
A equipe vai para outro prédio, a cem metros de distância. Esta sala, sem telefone, é o prensódromo. Um lugar em que se exige silêncio.
“Aqui a gente consegue sentar, quando tem que fazer pesquisa, quando tem planilhas que você precisa de mais concentração e você não pode ser interrompido, não pode ter barulho, telefone. Então, a gente vem para cá e consegue se concentrar,” diz a consultora Laís.
E depois da concentração, vem a distração. Na sede da empresa existe um bar. No fim do dia dá até para tomar uma cervejinha.
“É importante porque você sai um pouco do ambiente do trabalho, da frente do computador, onde fica muito concentrado trabalhando. Você vem para cá, com seus amigos de serviço, relaxa um pouquinho, coloca a fofoca, o papo em dia, daí você consegue tranqüilidade para voltar ao trabalho com força total,” diz o consultor Rodrigo Pellarin.
Alguns não descansam nem no bar. A equipe é dividida e cada dupla desenvolve um projeto. No final, os melhores são premiados. E a firma tem novas e boas idéias para vender aos clientes.
“Nós fizemos em seis semanas o que levaria no mínimo seis meses para ser feito. No mínimo,” diz Valter.Motivar o grupo custa caro. Mas dá resultado. Só em 2008, a empresa cresceu 35%.
“Nós temos conseguido aumentar a taxa de retenção dos nossos colaboradores, aumentar o nível de satisfação de clientes e expandir efetivamente a nossa carteira de clientes,” revela José Hernani.


CONTATOS DAS EMPRESAS MOSTRADAS NA REPORTAGEM
Pieracciani Engenheiros Associados ltda. - consultoria
Tel.: (11) 5506-2953
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REPORTAGEM DA PEQUENAS EMPRESAS & GRANDES NEGÓCIOS

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

13 DE AGOSTO - DIA DO ECONOMISTA

O Conselho Regional de Economia de São Paulo parabeniza todos os Economistas pela data de hoje. 13 de Agosto - Dia do Economista. O Corecon-SP é a sua Casa. Participe de nossas atividades, colaborando para o crescimento, fortalecimento e representatividade da Classe dos Economistas Economista, presente em todas as atividades. Parabéns Economistas! ...

"A ECONOMIA É A BASE DA RIQUEZA" - Ricardo A. Lustri

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

ATÉ ELE TEM VERGONHA!


Tributos

O gerente que enfrenta um leão por dia

Sílvia Pimentel - 9/8/2009 - JORNAL DIÁRIO DO COMÉRCIO
Profissão é cada vez mais requisitada com a legislação em mudanças.Eles precisam acompanhar as frequentes mudanças na legislação tributária. Entendem de contabilidade, finanças, economia e da área jurídica. E num País com carga fiscal superior a 35% do Produto Interno Bruto (PIB), têm como desafio encontrar atalhos legais para economizar no pagamento de impostos. São os gerentes de tributos, cada vez mais procurados e valorizados pelas empresas. No momento, as novas regras contábeis e o maior uso do regime da substituição tributária são duas novidades a movimentar a rotina desses profissionais.

"A legislação tributária é dinâmica. Praticamente todos os dias as empresas são surpreendidas com mudanças nas leis", resume o diretor da divisão tributária da Crowe Horwath RCS, Alberto Brumatti Jr, responsável por uma equipe de 40 pessoas. Ele explica que a quantidade de tributos exigidos no Brasil e o emaranhado de leis e normas complexas levam muitas empresas, especialmente as maiores, a dividir funções. Ou seja, há gerentes específicos para lidar com os impostos indiretos (IPI, ICMS, ISS, Pis e Cofins) e outros cuidam dos chamados diretos (IR, CSLL). O trabalho parece árduo e qualquer deslize pode acender a luz vermelha para o fisco. "A classificação correta dos produtos com os quais uma empresa trabalha, por exemplo, precisa ser verificada pelo menos uma vez por semana", detalha.

De acordo com Brumatti,um dos requisitos básicos para desempenhar bem a função de gerente de tributos é conhecer profundamente a empresa em que trabalha, para quem ela vende, de quem ela compra e, em tempos de substituição tributária, conhecer a legislação dos 27 estados. Isso sem contar as legislações dos municípios e da União. "O mundo tributário é cruel. É preciso gostar muito para trabalhar nessa área", diz o diretor.

No momento, o atraso da Receita Federal na definição do programa que será usado para a declaração do Imposto de Renda das pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real tira o sono de Brumatti, que prevê um corre-corre para conseguir cumprir os prazos estabelecidos pelo fisco. Tradicionalmente, a Receita libera o programa no mês de março, mas até agora não se pronunciou. "Quando isso acontecer, teremos só um mês para providenciar as declarações", reclama.

O diretor de tributos da Danone, Anderson Luciano, tem 34 anos e começou a trabalhar na área aos 17, na KPMG. Formado em Ciências Contábeis, hoje ele comanda uma equipe com 20 pessoas e está concluindo o curso de Direito. De acordo com ele, os funcionários voltam sua atenção para o regime da substituição tributária, técnica de arrecadação valorizada pelo fisco paulista em que o recolhimento do ICMS é concentrado na indústria. A ferramenta tem incrementado os cofres do estado. Para as empresas, aumentaram os custos e a burocracia. "É o assunto que demanda maior tempo e esforço", conclui.

Bom salário – Pesquisa da Catho On Line mostra que o salário médio de um gerente de tributos nas empresas com faturamento anual de R$ 15 milhões a R$ 30 milhões está em torno de R$ 9,3 mil. Em outubro do ano passado, o salário era de R$ 8,7 mil.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

EU APÓIO O IMPOSTO ÚNICO


Recebi recentemente do Prof. Marcos Cintra, Secretário do Trabalho do Município de São Paulo, a notícia abaixo:--------------------------------------

O Imposto Único é um antigo desejo de estudiosos em matéria tributária. No Brasil, desde 1990, eu e muitos outros companheiros temos lutado em prol dessa idéia. Já há projeto de minha autoria na Câmara dos Deputados que implanta o Imposto Único no Brasil (PEC 474/2001).

A discussão chega agora a outros países. Vários institutos internacionais de pesquisas tributárias têm aventado a possibilidade de uma radical simplificação do sistema tributário mundial. Como contribuição ao debate, estou lançando mais uma obra, desta vez na lingua inglesa, para ampliar o debate.

Trata-se do livro "Bank transactions: pathway to the single tax ideal".

Começo com um tratamento teórico sobre impostos sobre movimentação financeira. Em seguida analiso a experiência da tributação brasileira com esse tipo de imposto, e o impacto quantitativo da unificação de impostos sobre essa base, utilizando modelos de simulação de Leontief.

O novo livro foi lançado nos Estados Unidos nesta semana e está disponível no website da Amazon no link
http://www.amazon.com/Bank-transactions-pathway-Single-ideal/dp/144218728X/ref=sr_1_1?ie=UTF8&s=books&qid=1247838109&sr=1-1

Espero que goste do livro, e nos apoie nesta cruzada pela Reforma Tributária em nosso país.

Abraço

Marcos Cintra

terça-feira, 4 de agosto de 2009

JUSTIÇA PARA O FUTEBOL BRASILEIRO

Só para constar, pois para não ser rebaixado no campeonato brasileiro, seguindo os anos anteriores, é preciso de pelo menos 47 pontos (com folga), com 46 pontos (justo) e 45 pontos (perigoso), pois em 2007 e 2008 o Corinthians e Figueirense caíram com 44 pontos, e para chegar em 16º lugar, segue as colocações anteriores:

2006 = Palmeiras com 44 pontos;

2007 = Goiás com 45 pontos;

2008 = Náutico com 44 pontos.

E com isso, cuidado Fluminense, que na 16º rodada está em último lugar, com 11 pontos ( 2V, 5E, 9D ), precisa fazer mais 34 pontos do total de 66 pontos ( 22 jogos ) que falta disputar, ou seja, é preciso ganhar, no mínimo, 12 jogos ou 11 mais um 1 empate, mas mesmo assim corre o risco de cair. Portanto, cuide-se Fluminense, e seria mais justo o seu rebaixamento, a sua torcida não merece, pois foi o único time do futebol brasileiro que voltou da 3ª divisão para a 1ª pelo tapetão, e isso é uma vergonha.



“A nossa maior glória não reside no fato de nunca cairmos, mas sim em levantarmo-nos sempre depois de cada queda.” Confúcio



“A queda não é vergonhosa, vergonha é levantar-se sem mérito.” Marco Antonio de Araujo – Economista e Livre Pensador

domingo, 2 de agosto de 2009

Empresários investem em pizza de um minuto


02.08.2009

Pequenos empresários podem investir em uma maquininha de fazer pizza brotinho e começar a faturar. A máquina tem baixo investimento e pode render boas oportunidades de negócio.

A máquina assa pizzas em um minuto. Quem desenvolveu o equipamento foi o empresário Marcelo Campos. Ele fez vários testes até chegar ao modelo ideal: uma máquina de 45 centímetros de altura, com forno a gás. A pizza é assada sobre uma pedra refratária.

“Pizza é uma coisa que todo mundo gosta. Começamos a entrar no projeto, fizemos a primeira máquina e com oito meses depois já começamos a comercializar”, conta o empresário Marcelo Campos.

O empresário, que é dono de uma metalúrgica, já possuía os equipamentos necessários para a produção: uma máquina para cortar as chapas de alumínio, outra para fazer as dobras e uma furadeira. A empresa fabrica dois modelos que produzem pizza. O mais barato custa R$ 1.790.

“Um equipamento pequeno, funcional e de baixo custo, tanto para a gente que fabrica quanto para quem compra”, acrescenta o empresário Marcelo Campos.

Outro modelo é maior: tem 1,40 centímetros de altura, vem com um carrinho e uma estufa em cima. Custa R$ 2,7 mil. Ele mantém o alimento sempre quentinho.

A empresa vende 40 máquinas por mês. Os clientes Abel e Andréa Lucena apostam na mobilidade do equipamento para ter um bom retorno.

“Estou comprando, porque é uma máquina que tem bastante mobilidade. Tem três faculdades onde eu vou vender. Posso ir para uma e para outra. Já tenho licença da prefeitura. A galera lá da faculdade vai se esbaldar nessas pizzas”, espera o cliente Abel de Lucena Filho.

“As vendas estão indo bem, estão crescendo em torno de 10% a 15% por mês e acredito que, no futuro, esteja crescendo ainda mais. A demanda, as ligações estão crescendo, a procura está sendo bem grande e o equipamento está se popularizando”, comenta o empresário Marcelo Campos.

Em um quiosque em frente a um supermercado, em São Paulo, está uma delas. O empresário Gilberto Zocchi vende sorvete e milk shake e instalou um equipamento também para fazer pizza.
“Eu montei o quiosque a base do sorvete. Só que o tempo esfriou, e eu tinha de agregar alguma coisa para ser consumida no frio nessa época. Como todo brasileiro gosta de pizza, e eu sou um deles, então investi na máquina de pizza por ela também ser rápida”, explica o empresário Gilberto Zocchi. Gilberto vende 100 minipizzas por semana neste quiosque. A lucratividade do negócio é alta. Ele compra as pizzas prontas, em saquinhos. Cada uma custa para ele R$ 1,13. O valor de venda é de R$ 2,50 a unidade. “O consumo de luz e gás é bem baixo, e a lucratividade passa dos 100 %”, calcula.

O equipamento é rápido. Assa oito minipizzas de uma vez, em um minuto. “Eu passei, fiz a comprinha e já vim degustar a pizza. Foi bem rápido mesmo”, elogia a cliente Claudia Marins.

Assim, nos horários de pico, a empresa não deixa de atender ninguém. “É muito prática. Você a põe no pré-aquecimento. Quando o cliente chega e pede a pizza, você a tira ela do pré-aquecimento e coloca no forno. Aí gasta menos de um minuto para fazer”, conta o empresário Gilberto Zocchi.

A pizza tem a vantagem de estimular o consumo de outros produtos. De cada dez pessoas que comem a pizza, sete pedem uma bebida e quatro uma sobremesa. O resultado é que o cliente gasta mais: em média, são R$ 5 por compra. O empresário até faz promoções para incentivar a combinação de salgado com doce, como uma pizza com milk shake por R$ 5.

“É cultural. Você vai a um restaurante, almoça ou janta, quando acaba que um docinho para tirar o sal da boca. Então, a pizza está agregando isso. A pessoa come a pizza, e aí toma uma casquinha ou um milk shake. Eu estou muito satisfeito”, comenta o empresário.

“A promoção é bastante convincente. Aproveitei para tomar um Milk Shake”, disse a cliente Elimar Silva.


CONTATOS DAS EMPRESAS MOSTRADAS NA REPORTAGEM
MC 5 do Brasil – fábrica de máquina para pizza
Tel.: (11) 2214-5132 / 2544-4830
http://www.maquinasexpress.com.br
Rua Dr. Assis Ribeiro, 8118 – Ermelino Matarazzo CEP: 03827-001 - São Paulo/SP

Quiosque Du Sorvete (lanchonete)
Tel.: (11) 9783-4464
Av. Renata, 448 – Chácara Belenzinho - Vila Formosa CEP: 03377-010 - São Paulo/SP


REPORTAGEM FEITA POR PEQUENAS EMPRESAS & GRANDES NEGÓCIOS DO SITE DA GLOBO - http://pegntv.globo.com

segunda-feira, 27 de julho de 2009

SIMPLICIDADE SIM, COMPETITIVIDADE NÃO


O sentido de viver é o mais básico possível, e não sinto a necessidade de ter tudo a qualquer preço. O ser humano está cada vez mai egoísta, e já escrevi sobre isso, mas não me canso de dizer que temos que lutar contra este sentimento. A igualdade que prego não é só no material, mas, principalmente, também nas atitudes. O mundo materialista em que vivemos, onde estamos acabando com o meio ambiente, e irá também acabar com nós mesmos.

Outro dia vi uma reportagem onde crianças, que com uma simples bola de papel, são tão felizes, ou mais, que aquelas que vivem com tudo ao seu alcance. Ao observar elas gritarem, pularem, correrem e rirem, o repórter sentiu uma forte presença de felicidade no olhar daquelas crianças, e percebeu que não é preciso de muito para ser feliz. E percebi como estamos perdendo a simplicidade de viver, pois estamos destruindo todos esses valores, e com essa competitividade, que é pregada pelos “gurus do capitalismo moderno”, a tendência é só piorar.

Tenho, no entanto, um forte sentimento de culpa que me corrompe cada vez mais, pois estou à deriva e prestes a surtar. Trago dentro de mim uma angústia enorme, que tomou conta de mim, e tento lutar contra tais sentimentos o tempo todo. Por favor, passem adiante a fraternidade e igualdade das coisas simples da vida, e não se deixem contaminar pela competição de ser melhor que esse ou aquele. Portanto, lutem!, lutem!, lutem! e lutem! ... sem parar.

“O que me preocupa não é o grito dos maus, é o Silêncio dos bons.” - Martin Luther King

“O que corrompe não é o poder, mas sim a falta dele.” Marco Antonio de Araujo – Economista e Livre Pensador
IMAGEM RETIRADA DO BLOG "O CANTINHO DO PELICANO"

sábado, 18 de julho de 2009

De estagiária a empresária de sucesso


Por Lilian Sobral - REVISTA - Pequenas Empresas & Grandes Negócios

Biscoito da sorte, para muitos, pode ser aquele biscoitinho chinês que vem com um provérbio dentro. Para Ivanéia Moreira de Almeida são os biscoitos xique-xique, típicos da região Nordeste.

Biscoitos da sorte: faturamento já chega a R$ 50 mil por mêsIvanéia Moreira de Almeida, 27 anos, é engenheira de alimentos e começou a trabalhar na área como estagiária de um restaurante na região de Limeira, no interior de São Paulo. Sua missão era dar mais sabor às receitas e otimizar a produção, principalmente do bolinho de bacalhau que fazia sucesso entre os clientes. "Mas lá no restaurante não tinha muito espaço nem recursos para isso", relembra.
A empreendedora conseguiu solucionar o problema porque sempre soube ouvir as boas ideias que chegam até ela. A primeira delas veio de um amigo, que lhe apresentou a incubadora de empresas de Limeira. "Levei meu chefe para conhecer a incubadora e ele decidiu montar ali uma empresa para fabricar os bolinhos de bacalhau", conta. Ivanéia conseguiu resolver o impasse da produção e ainda ganhou uma promoção.
No cargo de gerente, ela ficou responsável por montar a empresa na incubadora e engrenar a produção. Trabalhou por três anos na indústria, quando deu ouvidos a uma segunda ideia.

Seu tio, Alaílson Almeida Rios, é dono de duas padarias na região de Limeira. O sucesso de vendas de seu negócio já há algum tempo é o biscoito xique-xique, feito de massa folhada e típico da região Nordeste do país. Um dia, o marido de Ivanéia comentou com a esposa: Por que vocês não montam uma empresa para fabricar esses biscoitos. "Eu achei uma boa ideia e, como já conhecia a incubadora de empresas, conversei com meu tio e decidimos abrir o negócio juntos", diz Ivanéia.

Com capital próprio, tio e sobrinha investiram R$ 15 mil na abertura da empresa e em outubro do ano passado nasceu a Almeida & Rios Indústria de Alimentos, hospedada na incubadora de Limeira. O objetivo inicial era vender para o público nordestino que já conhecia o produto e morava na região. "Nós planejamos atender um público pequeno e não imaginávamos que o crescimento seria tão rápido", diz a empresária. A produção inicial era de 100 quilos por dia, mas hoje está em 500 quilos, ou cerca de dois mil pacotes de biscoito por dia. São fabricados seis produtos que garantem um faturamento mensal de R$ 50 mil e emprego para 13 pessoas. O estoque é pequeno e tudo é feito por encomenda de distribuidores do estado de São Paulo.

Os planos de crescimento continuam. A empresa deve ampliar suas instalações e contratar mais gente em breve. Para isso, os sócios estão investindo R$ 20 mil.
"Porque ficar lembrando de pessoas que só nos fazem mal, é melhor esquecê-las." - Marco Antonio de Araujo - Economista e Livre Pensador.


terça-feira, 14 de julho de 2009

SONHAR AINDA NÃO PAGA IMPOSTO

Outro dia acordei assustado com um “pesadelo” que tive, os lideres mundial acabaram com a pobreza de todos. Meu Deus! Será possível? É claro que tudo não passou de um sonho e todos viveram infelizes para sempre. Ainda bem que sonhar não paga imposto, e já pensou se o governo inventasse uma maneira de taxar nossos sonhos. Não poderia mais curtir o iate, a Ferrari, a ilha, o helicóptero e o triplex, pois seria uma baita contribuição sobre movimentação dos sonhos (CSMS). Eu ficaria muito bravo se não houvesse devolução ou abatimento caso eu tivesse um pesadelo, e ainda viriam com uma desculpa esfarrapada dizendo que é difícil estabelecer o que é ou não é sonho.

E ainda teríamos a classificação dos sonhos, como segue: os possíveis com taxa de 15%, os prováveis (talvez) com 10% e os impossíveis com 5%, enquanto para o pesadelo ficaria com 0%. De novo estão me chamando de louco, e perguntam o que isso tudo tem haver com a realidade?. Agora não conseguiria responder, pois acabo de acordar e ainda estou morrendo de sono, quem sabe daqui a 1 (uma) hora. E tentar impedir que eu continue com essas divagações correm o risco de não entenderem nada.

E o sonho impossível, como o próprio nome já diz, seria difícil de realizar, então solicito uma redução na taxa para 1%, pois é o que acho mais justo. Você imagina o quanto eu pagaria de impostos por mês, pois vivo sonhando com o meu time de futebol ganhando. E verdade que um dia desse ele empatou, mas ai entraria para categoria do pesadelo, ou seja, sem taxa. Portanto, lutem!, lutem!, lutem! e lutem! ... sem parar.


"As vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido." - Fernando Pessoa


"Hoje é o futuro de ontem, e o passado do amanhã." - Marco Antonio de Araujo - Economista e Livre Pensador

quinta-feira, 9 de julho de 2009

10 pensamentos bacanas de se ter na gravidez

Sabe aqueles dias em que você não acorda muito bem? Confira nossas dicas para melhorar o humor



1. “Sou poderosa. Posso gerar um bebê dentro de mim.”

2. “Vou poder me divertir decorando o quarto, escolhendo roupas, sapatinhos...”

3. “Finalmente não preciso me preocupar em ter uma barriga sequinha.”

4. “Viva o decote! Tenho de aproveitar minhas novas formas.”

5. “Eu mereço todos esses paparicos. E preciso aproveitar muito!”

6. “Humm, vou fazer um pacote de drenagem linfática.”

7. “Vai passar, vai passar, vai passar” (para afastar pensamentos muito ruins).

8. “Existem novas técnicas de anestesia e não vou sofrer na hora do parto.”

9. “Com meu novo corpo, vou descobrir outras posições para namorar.”

10. “Sou mesmo o centro das atenções!”



Por Monica Brandão e Tamara Foresti - Revista Crescer - Editora Globo

sábado, 4 de julho de 2009

RESPEITÁVEL PÚBLICO

Mas que saudades dos artistas de circo, heróis da minha infância, e eram eles que me faziam rir, mesmo com a barriga vazia e esquecia até da fome. E os palhaços, que em cima do picadeiro, mesmo quando choravam nos transmitiam alegria. A TV já existia, mas era para poucos, nem assim o circo perdia sua beleza. Quem da minha época não se lembra da velha frase “respeitável público!!! vai, vai, vai começar a brincadeira”, ecoa nos meus ouvidos até hoje. Perder essa ingenuidade é clara e absoluta, pois o tempo passa e deixa para traz só lembranças.

E hoje, o que eu percebo, é um espetáculo para poucos com ingressos muito caros, apesar de não ir a um circo a mais de 11 (onze) anos, a última vez que eu fui tinha 32 (trinta e dois) anos, e já era bem diferente, com uma grande produção, e os artistas mais preocupados com o visual e menos com o público. E com isso, o circo de bairro está sumindo por vários motivos, entre eles cito a falta de espaço, pelo menos nos grandes centros, e o domínio da indústria da TV.

Não posso ir contra a modernidade, em minha opinião, o prazer está nas pequenas coisas. A alegria não está no “Cirque du soleil”, que é muito bom, mas é feito para poucos. Vejam só que situação a TV que era caro antes trocou de lado com o circo. Portanto, lutem!, lutem!, lutem! e lutem! ... sem parar.

"O Pessimista que está em um barco acha que a tempestade não vai passar, o Otimista epera que ela passe e o Realista faz os ajustes nas velas."- DESCONHECIDO

"O homem não é racional, pois tem a capacidade de pensar e não o faz." - Marco Antonio de Araujo - Economista e Livre Pensador

sexta-feira, 26 de junho de 2009

IMPRENSA NOTICIA O ADEUS A MICHAEL JACKSON

Jornais destacam a carreira de sucesso e a vida conturbada do cantor

A principal notícia desta sexta-feira em todo o mundo é a morte do cantor Michael Jackson, ocorrida ontem após uma parada cardíaca, em sua casa, em los Angeles. A súbita despedida do rei do pop é lamentada pela imprensa mundial, que destaca a carreira de sucesso e a vida conturbada do menino que se recusou a crescer.

"A vida de Michael Jackson foi uma mistura de fantasia e tragédia", diz o americano
Los Angeles Times.

"Michael Jackson, ícone do pop, está morto aos 50", informa o
The New York Times. "Para a sua legião de fãs, ele foi o Peter Pan da música pop: o menino que se recusou a crescer."

O resultado da necropsia no corpo do cantor é esperado para a tarde desta sexta-feira, mas segundo o
Times Online, da Inglaterra, estaria ligada a uma overdose por um coquetel de remédios contra a dor.

"O fim de uma lenda pop", destaca o inglês
The Independent.

"Michael Jackson, a morte de um ídolo", escreve o italiano
Corriere della Sera.

Na França, o
Le Monde noticia "a morte de um ícone mundial".

O
El País, da Espanha destaca: "Morre o rei do pop".


Fonte Diário Catarinense 26/06/09


"Quando passar centenas e milhares de anos o Michael Jackson será lembrado como um mito, pois apenas homens como ele são lembrados pela história." - Marco Antonio de Araujo

segunda-feira, 22 de junho de 2009

PODER QUE NÃO EXISTE OU SIMPLESMENTE NULO

É necessário que haja certa paciência com o poder hipócrita do homem, já que entre os animais, estes não humanos, esta “porcaria” (olha eu falando deles outra vez) não existe. O poder dado a nós é simplesmente efêmero, pois existe mais força e paz no olhar de um maltês, e sou suspeito, que nas atitudes dos homens de boa vontade. Isso por si só é uma grande mentira, é nesse conceito que digo para não olharmos para trás, já que há uma enorme má vontade por parte daqueles que se acham superior.

Certa vez ouvi uma pessoa dizer que tinha sangue azul, pois se achava melhor que os outros, não ao menos se comparado com meu cachorro. E anos mais tarde pude perceber que essa pessoa era apenas mais um, e seu sangue era do tipo AB-, pois o meu é O+, que também não quer dizer nada. E ainda há quem teime se achar superior e mais importante que o resto dos plebeus.

Se retroagirmos ao útero de nossa mãe, veremos que esse falso poder foi dado por ela, e somente ela, já que a outra pessoa em questão tem um poder, até certo ponto, discutível. E com isso, peço para anularem o poder daqueles que se acham poderosos e são, no entanto, apenas mais um na multidão. Portanto, lutem!, lutem!, lutem! e lutem! ... sem parar.

"Para realizar um sonho é preciso esquecê-lo, distrair dele a atenção. Por isso realizar é não realizar.." - Fernando Pessoa

“Quem tem tempo para criticar não consegue realizar.” - Marco Antonio de Araujo - Economista e Livre Pensador

quinta-feira, 18 de junho de 2009

PRIMEIRA CASA: NÓS ENSINAMOS COMO DECORAR!

Juntar uma graninha e sair de casa. Esse é um dos desejos de quem tem vinte e poucos anos. Para ajudar essa turma cheia de vontade, mas com pouco poder aquisitivo, Casa e Jardim selecionou dicas para decorar a primeira casa gastando pouco.

Não importa se você vai alugar ou comprar: a primeira casa nem sempre é a dos sonhos. No geral, ela vem acompanhada pela falta de espaço ou a necessidade de mil reparos - que nem sempre serão logo resolvidos. Portanto, antes de investir seu dinheiro, pense em quais são as suas demandas básicas e qual o tipo de imóvel as contemplará. 'Não estamos falando do home theather com espaço de 5 metros entre a tela e o sofá, mas de conseguir unir lazer, descanso, cozinhar, estudar e trabalhar de forma harmoniosa', afirma Gustavo Calazans. Segundo o arquiteto, estes são os primeiros passos na hora de escolher o ninho:

Localização
Para facilitar a locomoção de quem não tem carro ou quer economizar no combustível, é imprescindível que o imóvel esteja localizado próximo a meios de transporte públicos e comércio.

Detalhes da construção
Fique atento se o imóvel tem boa insolação, ventilação e se há espaço entre as construções. Estes são aspectos que não se podem mudar e que, no geral, valorizam a construção.

Bons cômodos
Repare se há uma boa distribuição interna. Já que o comprador prima pela economia, não há a intenção de derrubar paredes ou iniciar uma grande reforma.

Com as chaves na mão


Ufa! Apesar do vasto leque de ofertas, achar a casa ou o apartamento que coubesse no orçamento não foi fácil, certo? Relaxe! Agora vem a parte mais gostosa: a decoração.

A primeira sugestão seria conversar com um profissional, que te apresentaria um projeto prontinho com base nos seus gostos. Mas como a grana está curta, é você quem colocará a mão na massa e fará o papel do decorador ou do arquiteto.

Primeiro passo: pesquisar muito. Compre revistas especializadas, acesse sites e blogs e descubra qual é o estilo que tem mais a sua cara. Lembre-se de que na decoração tudo é válido, desde que usado com bom-senso. Se achar necessário, faça uma pasta com recortes de todos os ambientes que você gostou. Assim será mais fácil identificar o que mais te agrada e idealizar seu ambiente dos sonhos.

Por Cristiane Senna da Revista Casa e Jardim

segunda-feira, 15 de junho de 2009

PENSO, LOGO INSISTO, PORQUE SOU TEIMOSO

É sem problema quando alguém fala uma besteira, ouço e fico calado. Que bom se isso fosse verdade, é uma coceirinha danada no meu cérebro, coisa que não sei explicar, mas acontece. A minha teimosia é paralela com as pessoas que não pensam, aliás, este é o meu problema, pois penso demais, e antes não o fizesse. Toda a culpa é da minha visão e audição que transportam tal sentimento, se pelo menos eles ficassem quietos (mudos). Ainda bem que não perdi o meu paladar, que graças a isso consegui ganhar 30 (trinta) kg, mas já perdi.

A questão do pensar é subjetiva e singular, não podemos exigir que todos pensem do mesmo modo, mas que pelo menos tentem interpretar a realidade. Se nós conseguíssemos, pelo menos, entender o que se passa na cabeça do outro, já era meio caminho andado. E com isso não determinaríamos com leis, mas com o bom senso do papel de cada um na sociedade. Não quero culpar o capitalismo ou socialismo, e acho que tudo deve cair em cima do falso humanismo que se apregoam por ai, e principalmente nessa tal de sustentabilidade que alguns dizem, mas não fazem.

E no calcanhar de pessoas que se omitem e não assumem, incluo-me nessa, os problemas que são comuns a todos, que devemos atuar mais e falar menos. Precisamos urgente separar a retórica daqueles que acham que apenas suas ideias são soluções para todos os problemas, e que não colocam em debate tais questões. Portanto, lutem!, lutem!, lutem! e lutem! ... sem parar.


"Penso logo existo" - René Descartes

"O crescimento econômico é feito por realizações e não por divagações." - Marco Antonio de Araujo - Economista e Livre Pensador

sábado, 13 de junho de 2009

DESDE SETEMBRO VOCÊ SE SENTE MAIS ESTRESSADO?

"Já não bastavam o excesso de responsabilidades, a ambiguidade de funções, o ambiente hostil e outras insatisfações que costumam causar tanto estresse no ambiente de trabalho, a crise financeira estourou.

Segundo a diretora do programa de tecnologia industrial e professora do Departamento de Saúde Organizacional da George Mason University, Lois Tetrick, a insegurança gerada em períodos de instabilidade é um provocador agudo de estresse. Mas não só: a redução no poder de compra e o aumento dos preços, também consequências da famigerada crise, são outros fatores que influenciam no estado de espírito dos trabalhadores.

Inferi do pensamento da especialista que o aumento de trabalho em função de uma maior pressão por lucro e da necessidade de mostrar um bom desempenho, devido ao assombro das demissões, atrelados ao menor valor do salário causam muito estresse. A combinação trabalho a mais e menor recompensa só poderia resultar nisso.

Diferente do que pensa a maioria, Tetrick lembra que esses mesmos problemas afligem todos os níveis hierárquicos, inclusive diretores e presidentes, que não são demitidos, mas demitem. E que podem, sim, aumentar o seu lucro, mas antes precisam pagar todo o salário que devem. Certamente, em tempos de crise, muitos deles também estão sofrendo da estressante combinação que citei acima. O prejuízo não está sendo repassado unicamente aos funcionários.

Patrões às vezes se tornam monstros em períodos de dificuldades econômicas. Entretanto, é preciso ressaltar um aspecto levantado por Tetrick: é importante que sempre se faça a diferenciação entre motivação do lucro e a gânancia.

Isso pode evitar muito estresse."

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POR: Juliana Belda estuda jornalismo e é estagiária da revista e do site Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

terça-feira, 9 de junho de 2009

PACIÊNCIA VERSUS TEMPESTADE

A convivência da humanidade esta a beira do colapso. Nós não nos entendemos mais. Pedir um pouco de paciência e mero capricho, e tudo acaba em confusão e empurrões. O legado deixado pelas pessoas que se foram são o da incompreensão e intolerância. Mas como eu sou chato e perfeccionista acabam dizendo que é tudo obra da minha arrogância. E digo que tudo que falam de mim não é verdade, e só assumo quando dizem que eu sou teimoso. Aliás, teimosia é uma prática reinante no meu dia a dia, e capaz até de romper com relações centenárias. É um pouco de exagero, mas, contudo tenho levado a vida assim, e, no entanto, é ela que me leva.

Passam se os dias e não tenho conseguido dormir, e às vezes pego no sono, que é um pesadelo, por volta das 06h00min e acordo as 07h00min. A tempestade que me domina está acabando comigo, e deixando-me completamente sem rumo. E no afã de querer resolver tudo, é que não consigo resolver nada, e nem mesmo os pequenos problemas. Me pego pensando no que o homem se tornou, medíocre, hipócrita, egocêntrico, tosco, rude e etc. E vendo e ouvindo tudo isso, e que fico com mais raiva de mim, pois sou parte de tudo isso, e não me incluo fora desse mundo.

No dilema do bem e do mal eu me encontro no meio, e às vezes acima dele. O sentimento solitário que se apodera de mim é simplesmente corrupto, pois chega sem pedir licença e acaba dominando o meu ser. O despreparo que encontro das coisas mais simples da vida é no mínimo fúlgido, e reflete não só a minha alma, mas também meu interior. Portanto, lutem!, lutem!, lutem! e lutem! ... sem parar

"paciência e perseverança tem o efeito mágico de fazer as dificuldades desaparecerem e os obstáculos sumirem." - John Quincy Adams

“A coerência e a simplicidade são os pilares da ação de um economista.” - Marco Antonio de Araujo - Economista e Livre Pensador

sexta-feira, 5 de junho de 2009

AJUDANTE DE SÃO PEDRO

Por Carin Hommonay Petti - da revista Pequenas Empresas & Grandes Négocios

Marjory Imai - MODCLIMA> Bragança Paulista, SP

Somente no ano passado a publicitária Marjory Imai, 40 anos, fez chover 58 vezes na Grande São Paulo. Junto com o irmão, Ricardo, ela é sócia da Modclima, empresa que, munida de um avião bimotor, radar e informações de satélites, promove chuvas artificiais. Com sete funcionários—de pilotos a especialistas do ITA—, o negócio, sediado em Bragança Paulista, faturou R$ 2,3 milhões no ano passado.

"No meu primeiro voo em nosso bimotor até chorei. de emoção. Vi da janela: a nuvem onde havíamos despejado água havia crescido e começava o temporal. Prova de que estava correta a teoria do meu pai, Takeu, engenheiro por formação e inventor por vocação. Para ele, sim, era possível provocar precipitações sem recorrer a aditivos químicos como outras empresas costumam fazer. com apoio da Sabesp, nosso principal cliente, desenvolvemos e patenteamos a tecnologia. depois de seis anos de pesquisas, fundamos, em 2007, a Modclima. de lá para cá, já demos uma mãozinha a São Pedro em plantações na Bahia e em Goiás. Agora queremos prevenir incêndios em parques nacionais — neste ano fizemos uma demonstração na chapada diamantina. do mesmo jeito que o homempode prejudicar o ambiente é possível dar um empurrãzinho na natureza para ajudar na recuperação dos estragos."

quinta-feira, 4 de junho de 2009

O RASTRO DA RASPA DO RESTO DO FUNDO DO TACHO

Quando assisti uma reportagem sobre a luta de uma “blogueira” cubana, Yoani Sanches (Blog Generación Y), eu vi como o socialismo cubano é decadente. Fora tudo o que acontece em CUBA, lá os prédios altos, não sei dizer quantos andares, não existem elevadores, e neste caso ela está no 14º andar , pois ter elevador é considerado um luxo burguês. Não me entra na cabeça que em pleno século 21 isso possa acontecer. Tudo bem que faz bem a saúde, mas também é um exagero, pois esquecem as crianças, os velhos e os doentes, e sem contar com os preguiçosos. E ainda tem os computadores que são do tempo da manivela, ou seja, totalmente arcaico.

O socialismo que é pregado na ilha está ultrapassado, e deixar povo sem acesso às novas tecnologias é no mínimo burrice. Não poço negar que o sistema de saúde e educacional são excelentes, mas só isto não basta. O povo cubano precisa se integrar ao mundo, e o isolacionismo imposto pelo governo cubano estão inibindo a criatividade e espontaneidade dos cubanos. E as pessoas acabam-se sentindo a “raspa do fundo do tacho.

Embora ache que ser liberal total seja impraticável, mas um pouco é saudável. Vocês viram que a crise econômica mundial provou isso, e o governo dos E.U.A. foi obrigado a intervir para salvar os empregos e a estabilidade social. Alguns empresários pregam a competitividade exagerada, onde os mais fortes acabam com os mais fracos. Não sou partidário disso, e acho que só se deve ser agressivo quando for necessário. E a competitividade deveria ficar só no âmbito das empresas, e evitando-se passar para seus funcionários tal obrigatoriedade. Sou a favor da competição solidária, onde todos ganham. Portanto, lutem!, lutem!, lutem! e lutem! ... sem parar.


"Não quero nunca renunciar à liberdade deliciosa de me enganar". - Che Guevara


“A coerência e a simplicidade são os pilares da ação de um economista.” - Marco Antonio de Araujo - Economista e Livre Pensador

terça-feira, 2 de junho de 2009

A FELICIDADE HOJE TORNOU-SE TRISTEZA

Hoje não estou feliz, pois a tragédia com a queda do Airbus 300 Rio-Paris vai ficar marcado para todos nós. Peço a todos que joguem fora toda e qualquer ganância, a competição, a mediocridade, a hipocrisia, a intolerância, o racismo, a inveja e tantos outros sentimentos ruins. Por favor lutem contra todos estes sentimentos e vamos melhorar nossas vidas. Isso só demonstra como somos pequenos diante do real valor da vida, que é amar a tudo e a todas as coisas que nos cercam. Portanto lutem sem parar...


"Para suportar a tristeza basta um, mas para desfrutar a felicidade são precisos dois." - Elbert Hubbard


"A tristeza é a maior inimiga da felicidade, pois ser feliz é ser mais humano e vitorioso" - Marco Antonio de Araujo - Economista e Livre Pensador

domingo, 31 de maio de 2009

NÓS EXISTIMOS?

Já parou para pensar na possibilidade do mundo não existir? Pois é, caso você não tivesse nascido isso seria possível. Não haveria pai, mãe, irmãos, mulher, marido, filhos, amigos e todos os seres da terra, mas isso é porque você não nasceu. Você deve estar se perguntando esse cara é louco, e acertou quem diz que sou, mas quem não é. Pense também que quando você morrer isso também é verdade, pois tudo acaba, e paramos de respirar, ouvir, olhar, tocar, andar e tudo mais que sentimos enquanto éramos vivos. E observo ainda que antes de nascermos nós já estivéssemos mortos, pois tais sentimentos não existiam.

E essa coisa de dizer que você é vencedor, só porque ganhou a corrida com os outros espermas, é puro egocentrismo. Parto da hipótese que se outro tivesse conseguido você não existiria, e se concordar com isso, eu não estarei sozinho nessa. Perdi o sono algumas vezes, quem me garante que não era o pesadelo, mas se não dormi, como eu posso saber. A condição existente de tudo isso é o principio básico de uma loucura anunciada, e só de pensar em ter lucidez já me deixa apavorado, e não sinto mais vontade de realizar nada.

Penso então, que essa loucura sóbria de achar que tudo se pode, é apenas um desvio da existência. O existir para mim é utópico. E aqui é apenas uma passagem, que está entre a pré-vida e pós-morte, e ainda pergunto: O porquê da minha existência?, O que eu estou fazendo nesse mundo de DEUS?, E qual o motivo para ele ter me colocado aqui?. Portanto, lutem!, lutem!, lutem! e lutem! ... sem parar.

"A vida é maravilhosa se não se tem medo dela." - Charles Chaplin

“O advogado defende, o médico cura, o engenheiro constrói e o economista diz como ganhar e usar o dinheiro para pagar tudo isso.” - Marco Antonio de Araujo - Economista e Livre Pensador

sexta-feira, 29 de maio de 2009

DEFINITIVO

"Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável. O sofrimento é opcional..."

Carlos Drumond de Andrade

quarta-feira, 27 de maio de 2009

O QUE É A MAIS-VALIA

"Segundo Marx e Engels, “a história de toda sociedade até nossos dias é a história da luta de classes” (Manifesto Comunista). Destacaram, assim, a importância da divisão em classes nas diversas formas de organização social.Na verdade, a divisão da sociedade em classes nem sempre existiu. Em sociedades mais primitivas, a produtividade do trabalho era muito pequena e o trabalho realizado por uma pessoa bastava apenas para viabilizar sua própria subsistência e reprodução (o que inclui a possibilidade de alimentar filhos por algum tempo). Todos os seres humanos eram obrigados a produzir, não havendo divisão de classes na sociedade.

Quando, graças ao avanço das técnicas e das ferramentas de trabalho, a produtividade aumentou e o ser humano pôde produzir mais do que o necessário para sua subsistência e reprodução — ou seja, quando o trabalho começou a gerar um produto excedente —, parte da sociedade passou a não ter mais de “ganhar o pão com o suor do próprio rosto”. Ou seja, tornou-se possível a divisão das sociedades numa classe dominante, proprietária dos meios fundamentais de produção, desobrigada do trabalho para garantir sua subsistência, e numa classe dominada e explorada que, além de viabilizar a sua própria subsistência, trabalha também para a classe dominante e lhe entrega seu produto excedente.

Em diversos tipos de organização social essa divisão se dava de forma transparente. Assim, quando a divisão fundamental da sociedade contrapunha senhores e escravos, era evidente que os escravos trabalhavam (de graça) para os senhores. Do mesmo modo, na época feudal, os camponeses, servos, eram obrigados a trabalhar parte dos dias da semana nas terras dos senhores feudais, sem qualquer pagamento.

Na economia capitalista a divisão da sociedade em classes permanece, mas já não é tão transparente. Se analisarmos atentamente a situação perceberemos que a classe dominante não produz aquilo que consome – vive, por exemplo, dos juros de aplicações financeiras, lucros gerados por empresas nas quais, muitas vezes, os acionistas proprietários não têm participação direta, sequer como administradores ou diretores, ou de aluguéis. Esta classe se mantém pela apropriação do excedente gerado por gente que trabalha e produz. Mas as formas precisas pela quais a transferência deste excedente se faz são complexas, e nem sempre podem ser facilmente percebidas.

No capitalismo, os trabalhadores assalariados são, fundamentalmente, os responsáveis pela produção. Recebem pagamento pelo seu trabalho: o salário. Aparentemente realizam uma troca, visto que, ao contrário dos escravos ou dos servos, não trabalham de graça para seus patrões. Mas se isso fosse verdade, não haveria como explicar como vivem os que não produzem.

Uma das contribuições fundamentais de Marx para compreender a economia capitalista foi justamente explicar a forma como isto acontece. Ele destacou que o salário não é o pagamento pelo valor gerado pelo trabalho. É, isto sim, uma espécie de aluguel da capacidade de trabalho de um trabalhador ou de uma trabalhadora por um período de tempo (por exemplo, por um mês, se o salário é pago mensalmente).

Ora, cabe ao capitalista que contrata os trabalhadores, ou a seus prepostos, garantir que eles produzam um valor maior do que aquele recebido como salário. Isto não é muito difícil: os salários tendem a se fixar no nível em que são apenas aproximadamente suficientes para a subsistência e a reprodução da classe trabalhadora (incluindo sua qualificação); o desenvolvimento da tecnologia tornou possível que cada trabalhador produza um valor bem maior do que este.

Marx chamou de mais-valia a diferença entre o valor adicionado pelos trabalhadores (incorporado às mercadorias produzidas) e o salário que recebem. A mais-valia definida desta maneira é em tudo semelhante ao trabalho gratuito que escravos ou servos entregavam a seus senhores. É uma forma disfarçada de transferência de um excedente para a classe dominante.

A mais-valia é a base para os lucros, os juros das aplicações financeiras e para todas as formas de rendimentos vinculados à propriedade. A apropriação da mais-valia é o fundamento da divisão das classes sociais no capitalismo."


João Machado - Economista, professor da PUC/RJ membro do Direção Nacional do PSOL.

terça-feira, 26 de maio de 2009

MEIA VOLTA, VOU VER!

Quando servi o exército em 1984, mais precisamente era o soldado-fuzileiro nº 936, do 1º grupo de combate, do 3º pelotão de fuzileiros, da 2ª companhia de fuzileiros, do 39º Batalhão de Infantaria Motorizado, da... chega não aguento mais, e tem mais, mas não vou dizer. Vivíamos um final de ditadura, a democracia estava chegando, mas os militares ainda combatiam os comunistas e seus ideais socialistas. Eu não entendia bem o que era tudo isso, mas sabia bem o que era sofrer, já que vim de uma situação financeira desfavorável. Entendia que o grande mal era a pobreza, em contraste com aqueles que tinham alguma coisa a mais. Diziam para nós não ouvirmos a música “Pra não dizer que não falei de flores” do Geraldo Vandré, pois achavam que era uma chamada à luta armada contra a ditadura.

Como sou curioso passei a ler mais sobre o assunto, só não entendia quando davam a ordem unida, que é a marcha para os leigos, eles mandavam a gente virar ou olhar para esquerda, pensava eu então, se eram desligados ou se era uma burrice uniformizada. Quando dei baixa foi uma alegria só. Pensei logo em arrumar um trabalho e estudar, não que eu gostasse, pois sempre preferi o ócio, mas por pura necessidade de querer ganhar dinheiro e combater o capitalismo selvagem por dentro.

Alguns anos já se passaram, para ser mais exato 25 (vinte e cinco) anos, e ainda me pego a sonhar com os treinamentos de combate e a ralação. E ficou marcado na minha vida, se eu não tivesse vivido essa experiência talvez eu não fosse a pessoa que sou hoje. Só não sei dizer se melhor ou pior, mas apenas diferente. Portanto, lutem!, lutem!, lutem! e lutem! ... sem parar.


"HAY QUE ENDURECER, PERO SIN PERDER LA TERNURA JAMÁS" - ERNESTO CHE GUEVARA


“Tem gente que acha que economista bom, é economista milionário.” - Marco Antonio de Araujo - Economista e Livre Pensador

quinta-feira, 21 de maio de 2009

O EGOÍSMO E SOBREVIVÊNCIA HUMANA

O egoísmo é a forma mais simplista do ser humano de olhar o mundo. O homem que vive para si é pura ganância, e não respeita ninguém. O objeto de desejo do egoísta é o prazer de se sentir melhor que os outros. E ele só pode tudo quando encontra pessoas que pensam da mesma maneira, ou seja, os coniventes.

Sempre oriento todos os dias, que esse “vírus” jamais se apodere de mim. Não sou o dono da verdade, mas ela me rege e me domina. As vezes sou egoísta por pedir um mundo melhor e menos egoísta, onde pessoas que tem 100 (cem) pares de sapato possam doar 1 (um) para aquelas que não tem nenhum, mesmo porque só podemos usar um por cada vez. E assim que vejo a briga teórica entre capital e trabalho, onde existe um puro egoísmo pela sobrevivência de ambos.

Não podemos separar o empresário do trabalhador, que me desculpe Karl Marx, pois um precisa do outro, e na própria natureza (animais e vegetais) encontramos vários exemplos de convivência em comum. Temos é que distinguir o mais ganancioso para o menos ganancioso, uns interpretam como a eterna briga entre o bem e o mal. Pessoas que só pensam em si, já que é assim, por que elas não vivem isoladas, pois precisam daquelas que são altruístas para desenvolverem seu egoísmo. Portanto, lutem!, lutem!, lutem! e lutem! ... sem parar.

"A verdadeira sabedoria consiste em saber como aumentar o bem estar do mundo." - Benjamin Franklin –(E.U.A) entre outras coisas foi também economista.

“O economista quando acerta uma previsão é sorte, quando erra é incompetência.” - Marco Antonio de Araujo - Economista e Livre Pensador

segunda-feira, 18 de maio de 2009

DESCULPEM-ME

Só para constar hoje eu estou sem inspiração, mas prometo que logo voltarei com força total, abraços e até mais, e não se esqueçam lutem!, lutem! e lutem! sem parar...


"Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver." - Dalai Lama


"Eu amo, acredito, faço e vivo. Portanto, o cada hoje é sempre o melhor dia para fazer algo." - Marco Antonio de Araujo - Economista e Livre Pensador

domingo, 17 de maio de 2009

A CRISE SEGUNDO ALBERT EINSTEIN

“Não pretendemos que as coisas mudem se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor bênção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade que nasce com a angustia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar “superado”.

Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem a crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la”

Artigo de
Albert Einstein - Físico

sábado, 16 de maio de 2009

DISTRIBUIÇAO DA PRODUÇÃO, E NÃO DA RENDA

Muitos pregam uma melhor distribuição de renda e esquecem que só distribuir a riqueza e não baratear a produção não resolve o problema. Não adianta nada as pessoas terem o dinheiro na mão, e não podem ter acesso aos produtos que continuam caros. Equacionar tal problema é difícil, pois teríamos que contar com vários envolvidos no processo. Trazer para o debate não só os empresários, mas também o governo e sociedade, e criando o que eu chamaria de um pacto para a produção, onde o governo diminuiria os impostos e os juros, e os empresários os lucros e os trabalhadores uma lei trabalhista mais moderna. E teríamos uma produção em massa focada nas classes menos favorecidas. Temos que parar de só querer acumular dinheiro (monetário), e insisto que o crescimento econômico deve se basear na produção e no trabalho e não na especulação financeira. Onde os mecanismos monetários apenas sirvam como parâmetros e instrumentos de controle de mercado.

Devemos incentivar as pessoas a irrigar a economia com um consumo mais responsável, e orientando as para não comprarem por impulso. É necessário que todos os formadores de opinião se interem sobre o assunto, pois é o melhor meio para a divulgação dessa nova ideia. Se a população não sentir confiança e segurança na proposta, não adiantará nada os esforços pré-estabelecidos para um novo modelo econômico, onde se baseia na produção e no trabalho. E você é o que gasta, pois temos que nos adaptarmos com a nossa renda, e não ela se adaptar a nós.

Com essa crise econômica mundial, iniciada em setembro de 2008, é o melhor momento para debatermos um novo modelo, onde colocaríamos em prática o esforço coletivo em detrimento do pessoal. Acabar com o individualismo econômico se faz necessário em face do desenvolvimento total e plural do povo. No século XXI não cabe mais o egocentrismo e a indiferença com aqueles que nos permeiam. Com isso, o homem está se tornando uma máquina, pois só pensa em ganhar e realizar seu sonho materialista. Portanto, lutem!, lutem!, lutem! e lutem! ... sem parar.

"A tecnologia moderna é capaz de realizar a produção sem emprego. O problema é que a economia moderna não consegue inventar o consumo sem salário." - Hebert de Souza

“Quem pensa que um empresário não sabe nada quando ele pede ajuda de um economista, está enganado, pois isto demonstra que ele é atento as mudanças.” - Marco Antonio de Araujo - Economista e Livre Pensador