domingo, 31 de maio de 2009

NÓS EXISTIMOS?

Já parou para pensar na possibilidade do mundo não existir? Pois é, caso você não tivesse nascido isso seria possível. Não haveria pai, mãe, irmãos, mulher, marido, filhos, amigos e todos os seres da terra, mas isso é porque você não nasceu. Você deve estar se perguntando esse cara é louco, e acertou quem diz que sou, mas quem não é. Pense também que quando você morrer isso também é verdade, pois tudo acaba, e paramos de respirar, ouvir, olhar, tocar, andar e tudo mais que sentimos enquanto éramos vivos. E observo ainda que antes de nascermos nós já estivéssemos mortos, pois tais sentimentos não existiam.

E essa coisa de dizer que você é vencedor, só porque ganhou a corrida com os outros espermas, é puro egocentrismo. Parto da hipótese que se outro tivesse conseguido você não existiria, e se concordar com isso, eu não estarei sozinho nessa. Perdi o sono algumas vezes, quem me garante que não era o pesadelo, mas se não dormi, como eu posso saber. A condição existente de tudo isso é o principio básico de uma loucura anunciada, e só de pensar em ter lucidez já me deixa apavorado, e não sinto mais vontade de realizar nada.

Penso então, que essa loucura sóbria de achar que tudo se pode, é apenas um desvio da existência. O existir para mim é utópico. E aqui é apenas uma passagem, que está entre a pré-vida e pós-morte, e ainda pergunto: O porquê da minha existência?, O que eu estou fazendo nesse mundo de DEUS?, E qual o motivo para ele ter me colocado aqui?. Portanto, lutem!, lutem!, lutem! e lutem! ... sem parar.

"A vida é maravilhosa se não se tem medo dela." - Charles Chaplin

“O advogado defende, o médico cura, o engenheiro constrói e o economista diz como ganhar e usar o dinheiro para pagar tudo isso.” - Marco Antonio de Araujo - Economista e Livre Pensador

sexta-feira, 29 de maio de 2009

DEFINITIVO

"Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável. O sofrimento é opcional..."

Carlos Drumond de Andrade

quarta-feira, 27 de maio de 2009

O QUE É A MAIS-VALIA

"Segundo Marx e Engels, “a história de toda sociedade até nossos dias é a história da luta de classes” (Manifesto Comunista). Destacaram, assim, a importância da divisão em classes nas diversas formas de organização social.Na verdade, a divisão da sociedade em classes nem sempre existiu. Em sociedades mais primitivas, a produtividade do trabalho era muito pequena e o trabalho realizado por uma pessoa bastava apenas para viabilizar sua própria subsistência e reprodução (o que inclui a possibilidade de alimentar filhos por algum tempo). Todos os seres humanos eram obrigados a produzir, não havendo divisão de classes na sociedade.

Quando, graças ao avanço das técnicas e das ferramentas de trabalho, a produtividade aumentou e o ser humano pôde produzir mais do que o necessário para sua subsistência e reprodução — ou seja, quando o trabalho começou a gerar um produto excedente —, parte da sociedade passou a não ter mais de “ganhar o pão com o suor do próprio rosto”. Ou seja, tornou-se possível a divisão das sociedades numa classe dominante, proprietária dos meios fundamentais de produção, desobrigada do trabalho para garantir sua subsistência, e numa classe dominada e explorada que, além de viabilizar a sua própria subsistência, trabalha também para a classe dominante e lhe entrega seu produto excedente.

Em diversos tipos de organização social essa divisão se dava de forma transparente. Assim, quando a divisão fundamental da sociedade contrapunha senhores e escravos, era evidente que os escravos trabalhavam (de graça) para os senhores. Do mesmo modo, na época feudal, os camponeses, servos, eram obrigados a trabalhar parte dos dias da semana nas terras dos senhores feudais, sem qualquer pagamento.

Na economia capitalista a divisão da sociedade em classes permanece, mas já não é tão transparente. Se analisarmos atentamente a situação perceberemos que a classe dominante não produz aquilo que consome – vive, por exemplo, dos juros de aplicações financeiras, lucros gerados por empresas nas quais, muitas vezes, os acionistas proprietários não têm participação direta, sequer como administradores ou diretores, ou de aluguéis. Esta classe se mantém pela apropriação do excedente gerado por gente que trabalha e produz. Mas as formas precisas pela quais a transferência deste excedente se faz são complexas, e nem sempre podem ser facilmente percebidas.

No capitalismo, os trabalhadores assalariados são, fundamentalmente, os responsáveis pela produção. Recebem pagamento pelo seu trabalho: o salário. Aparentemente realizam uma troca, visto que, ao contrário dos escravos ou dos servos, não trabalham de graça para seus patrões. Mas se isso fosse verdade, não haveria como explicar como vivem os que não produzem.

Uma das contribuições fundamentais de Marx para compreender a economia capitalista foi justamente explicar a forma como isto acontece. Ele destacou que o salário não é o pagamento pelo valor gerado pelo trabalho. É, isto sim, uma espécie de aluguel da capacidade de trabalho de um trabalhador ou de uma trabalhadora por um período de tempo (por exemplo, por um mês, se o salário é pago mensalmente).

Ora, cabe ao capitalista que contrata os trabalhadores, ou a seus prepostos, garantir que eles produzam um valor maior do que aquele recebido como salário. Isto não é muito difícil: os salários tendem a se fixar no nível em que são apenas aproximadamente suficientes para a subsistência e a reprodução da classe trabalhadora (incluindo sua qualificação); o desenvolvimento da tecnologia tornou possível que cada trabalhador produza um valor bem maior do que este.

Marx chamou de mais-valia a diferença entre o valor adicionado pelos trabalhadores (incorporado às mercadorias produzidas) e o salário que recebem. A mais-valia definida desta maneira é em tudo semelhante ao trabalho gratuito que escravos ou servos entregavam a seus senhores. É uma forma disfarçada de transferência de um excedente para a classe dominante.

A mais-valia é a base para os lucros, os juros das aplicações financeiras e para todas as formas de rendimentos vinculados à propriedade. A apropriação da mais-valia é o fundamento da divisão das classes sociais no capitalismo."


João Machado - Economista, professor da PUC/RJ membro do Direção Nacional do PSOL.

terça-feira, 26 de maio de 2009

MEIA VOLTA, VOU VER!

Quando servi o exército em 1984, mais precisamente era o soldado-fuzileiro nº 936, do 1º grupo de combate, do 3º pelotão de fuzileiros, da 2ª companhia de fuzileiros, do 39º Batalhão de Infantaria Motorizado, da... chega não aguento mais, e tem mais, mas não vou dizer. Vivíamos um final de ditadura, a democracia estava chegando, mas os militares ainda combatiam os comunistas e seus ideais socialistas. Eu não entendia bem o que era tudo isso, mas sabia bem o que era sofrer, já que vim de uma situação financeira desfavorável. Entendia que o grande mal era a pobreza, em contraste com aqueles que tinham alguma coisa a mais. Diziam para nós não ouvirmos a música “Pra não dizer que não falei de flores” do Geraldo Vandré, pois achavam que era uma chamada à luta armada contra a ditadura.

Como sou curioso passei a ler mais sobre o assunto, só não entendia quando davam a ordem unida, que é a marcha para os leigos, eles mandavam a gente virar ou olhar para esquerda, pensava eu então, se eram desligados ou se era uma burrice uniformizada. Quando dei baixa foi uma alegria só. Pensei logo em arrumar um trabalho e estudar, não que eu gostasse, pois sempre preferi o ócio, mas por pura necessidade de querer ganhar dinheiro e combater o capitalismo selvagem por dentro.

Alguns anos já se passaram, para ser mais exato 25 (vinte e cinco) anos, e ainda me pego a sonhar com os treinamentos de combate e a ralação. E ficou marcado na minha vida, se eu não tivesse vivido essa experiência talvez eu não fosse a pessoa que sou hoje. Só não sei dizer se melhor ou pior, mas apenas diferente. Portanto, lutem!, lutem!, lutem! e lutem! ... sem parar.


"HAY QUE ENDURECER, PERO SIN PERDER LA TERNURA JAMÁS" - ERNESTO CHE GUEVARA


“Tem gente que acha que economista bom, é economista milionário.” - Marco Antonio de Araujo - Economista e Livre Pensador

quinta-feira, 21 de maio de 2009

O EGOÍSMO E SOBREVIVÊNCIA HUMANA

O egoísmo é a forma mais simplista do ser humano de olhar o mundo. O homem que vive para si é pura ganância, e não respeita ninguém. O objeto de desejo do egoísta é o prazer de se sentir melhor que os outros. E ele só pode tudo quando encontra pessoas que pensam da mesma maneira, ou seja, os coniventes.

Sempre oriento todos os dias, que esse “vírus” jamais se apodere de mim. Não sou o dono da verdade, mas ela me rege e me domina. As vezes sou egoísta por pedir um mundo melhor e menos egoísta, onde pessoas que tem 100 (cem) pares de sapato possam doar 1 (um) para aquelas que não tem nenhum, mesmo porque só podemos usar um por cada vez. E assim que vejo a briga teórica entre capital e trabalho, onde existe um puro egoísmo pela sobrevivência de ambos.

Não podemos separar o empresário do trabalhador, que me desculpe Karl Marx, pois um precisa do outro, e na própria natureza (animais e vegetais) encontramos vários exemplos de convivência em comum. Temos é que distinguir o mais ganancioso para o menos ganancioso, uns interpretam como a eterna briga entre o bem e o mal. Pessoas que só pensam em si, já que é assim, por que elas não vivem isoladas, pois precisam daquelas que são altruístas para desenvolverem seu egoísmo. Portanto, lutem!, lutem!, lutem! e lutem! ... sem parar.

"A verdadeira sabedoria consiste em saber como aumentar o bem estar do mundo." - Benjamin Franklin –(E.U.A) entre outras coisas foi também economista.

“O economista quando acerta uma previsão é sorte, quando erra é incompetência.” - Marco Antonio de Araujo - Economista e Livre Pensador

segunda-feira, 18 de maio de 2009

DESCULPEM-ME

Só para constar hoje eu estou sem inspiração, mas prometo que logo voltarei com força total, abraços e até mais, e não se esqueçam lutem!, lutem! e lutem! sem parar...


"Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver." - Dalai Lama


"Eu amo, acredito, faço e vivo. Portanto, o cada hoje é sempre o melhor dia para fazer algo." - Marco Antonio de Araujo - Economista e Livre Pensador

domingo, 17 de maio de 2009

A CRISE SEGUNDO ALBERT EINSTEIN

“Não pretendemos que as coisas mudem se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor bênção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade que nasce com a angustia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar “superado”.

Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem a crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la”

Artigo de
Albert Einstein - Físico

sábado, 16 de maio de 2009

DISTRIBUIÇAO DA PRODUÇÃO, E NÃO DA RENDA

Muitos pregam uma melhor distribuição de renda e esquecem que só distribuir a riqueza e não baratear a produção não resolve o problema. Não adianta nada as pessoas terem o dinheiro na mão, e não podem ter acesso aos produtos que continuam caros. Equacionar tal problema é difícil, pois teríamos que contar com vários envolvidos no processo. Trazer para o debate não só os empresários, mas também o governo e sociedade, e criando o que eu chamaria de um pacto para a produção, onde o governo diminuiria os impostos e os juros, e os empresários os lucros e os trabalhadores uma lei trabalhista mais moderna. E teríamos uma produção em massa focada nas classes menos favorecidas. Temos que parar de só querer acumular dinheiro (monetário), e insisto que o crescimento econômico deve se basear na produção e no trabalho e não na especulação financeira. Onde os mecanismos monetários apenas sirvam como parâmetros e instrumentos de controle de mercado.

Devemos incentivar as pessoas a irrigar a economia com um consumo mais responsável, e orientando as para não comprarem por impulso. É necessário que todos os formadores de opinião se interem sobre o assunto, pois é o melhor meio para a divulgação dessa nova ideia. Se a população não sentir confiança e segurança na proposta, não adiantará nada os esforços pré-estabelecidos para um novo modelo econômico, onde se baseia na produção e no trabalho. E você é o que gasta, pois temos que nos adaptarmos com a nossa renda, e não ela se adaptar a nós.

Com essa crise econômica mundial, iniciada em setembro de 2008, é o melhor momento para debatermos um novo modelo, onde colocaríamos em prática o esforço coletivo em detrimento do pessoal. Acabar com o individualismo econômico se faz necessário em face do desenvolvimento total e plural do povo. No século XXI não cabe mais o egocentrismo e a indiferença com aqueles que nos permeiam. Com isso, o homem está se tornando uma máquina, pois só pensa em ganhar e realizar seu sonho materialista. Portanto, lutem!, lutem!, lutem! e lutem! ... sem parar.

"A tecnologia moderna é capaz de realizar a produção sem emprego. O problema é que a economia moderna não consegue inventar o consumo sem salário." - Hebert de Souza

“Quem pensa que um empresário não sabe nada quando ele pede ajuda de um economista, está enganado, pois isto demonstra que ele é atento as mudanças.” - Marco Antonio de Araujo - Economista e Livre Pensador

sexta-feira, 15 de maio de 2009

DO DINHEIRO E DA FELICIDADE

"Quando me disseram pela primeira vez que o dinheiro não traz felicidade, não foi porque eu era um rico infeliz, mas um pobre a quem queriam consolar.Provavelmente, quem pela primeira vez usou o clichê foi um ricaço cuja bela mulher fugiu com alguém sem dinheiro, como o cavalariço ou o motorista, dependendo da época. No auge da dor do cotovelo, o endinheirado chorou as mágoas: “De que vale tanto dinheiro, se não tenho a mulher que eu amo?”. Da desdita do homem rico, foi um passo para o dito, “o dinheiro não traz felicidade”.

Simples assim? Não, caro leitor. O enunciado consolador não traz nada de amor fracassado, porque é a essência de…uma tese acadêmica. Os economistas sabem que estou falando do “Paradoxo de Easterlin”, uma teoria segundo a qual o crescimento econômico não leva necessariamente a uma maior satisfação.

Os japoneses, por exemplo, de 1950 a 1970 tiveram um ganho espetacular no PIB, que cresceu sete vezes. Ficaram mais ricos, mas não se disseram mais felizes.

A tese transitou incólume no mundo acadêmico - o “scholar” Richard Easterlin ainda leciona na Universidade da Pensilvânia - por mais de 30 anos, e só mais recentemente vem enfrentando alguma oposição de estudiosos mais novos, para quem, quanto mais dinheiro tiverem as pessoas, quanto mais ricas forem as nações, mais elas tendem a serem felizes.

Mas, cá para nós, uma questão assim rudimentar, merece por acaso uma tese acadêmica, uma teoria econômica?

Você pode ser um rico infeliz, mas com grana sempre poderá se fazer menos infeliz.

Você pode ser feliz, rico ou pobre. Mas se você for rico poderá viajar duas vezes por ano a Nova York, Londres e Paris, que - sejamos francos - é melhor do que ser pobre, e quando muito descer até Santos no feriadão num ônibus de farofeiros.

Além disso, mesmo sendo pobre (e feliz), você não está livre de refletir sobre a vida e divagar na filosofia. Em algum momento pode cair a ficha e se fazer a pergunta fatal: mas se sou pobre, que razões eu tenho, mesmo, para ser feliz?

Mas sejamos otimistas. Nem tudo está perdido, mesmo se você for pobre e infeliz. Em caso assim extremo, você ainda pode apelar para o pai dos pobres - você sabe quem é - e requerer a inscrição no programa Bolsa Família." ( 07/05/2008 )

Tito Guarniere (titoguarniere@terra.com.br)

Tito Guarniere é bacharel em direito e jornalismo
, além de colunista do jornal O Sul, de Porto Alegre. Contribui quinzenalmente para a revista on line Terra Magazine
.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

DISRITMIA DESVAIRADA DOS MEUS DEVANEIOS

Há momentos em que estou próximo de explodir, ou apenas surtar, mas as obras dos meus devaneios deixam-me solitário e infeliz. Penso em tudo, pois é assim que sinto um pouco de paz. As vezes que me peguei em outro mundo, e senti uma terrível compreensão do que fiz de certo e deu tudo errado. No decorrer dos meus sonhos acabam se tornando um tremendo pesadelo.

Quem você gostaria que ganhasse, pois perder é a pior das coisas, e nascemos para depois percebermos que vamos ser engolidos pela vida e degolados pela morte. A propósito é tudo inútil o que sonhamos e acabam virando pesadelo. E volta o poder das coisas que me deixam impotentes para continuar a lutar.

Está na vanguarda o conceito de que tudo que é novo, e primordial, não se acabam os problemas e sim tornan-se mais fortes. O sentimento que me assola é o da disritmia desvairada que vivo dia a dia, sem tirar e nem por. Permito-me a dizer que todos nos somos culpados por tudo àquilo que está acontecendo no mundo, seja o bem ou mal, pois tudo que fazemos tem uma consequência. Portanto, lutem!, lutem!, lutem! e lutem! ... sem parar.

"Se não sabes, aprende; se já sabes, ensina." - Confúcio

“Os economistas ao falarem somente dos efeitos acabam se esquecendo das causas.” - Marco Antonio de Araujo - Economista e Livre Pensador

quarta-feira, 13 de maio de 2009

COMO ESTÁ SEU ÍNDICE DE FELICIDADE INTERNA BRUTA (FIB)?

"Diz uma cooperativa de médicos brasileira que “o melhor plano de saúde é ser feliz”. O rei do Butão provavelmente não é cliente dela, mas certamente concorda com isso. Tanto que, há anos, solicitou a um consultor que desenvolvesse uma métrica muito peculiar para mensurar o nível de desenvolvimento dos menos de 1 milhão de habitantes de seu reinado, o ‘Índice de Felicidade Interna Bruta’ (FIB). Espremido entre a China e a Índia, e circundado pela cordilheira do Himalaia, o Butão tem renda per capita anual em torno de US$ 2 mil e é considerado um dos menores e menos desenvolvidos países do mundo, conforme os tradicionais Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e Produto Interno Bruto (PIB).

Mais espiritualizado que a maioria dos ocidentais – ou não, o soberano Jigme Singye Wangchuk deve entender o cidadão como um eixo múltiplo de relações, movido também por anseios de comunicação, de convivência e de paz – itens que não estão à venda num mercadinho ou em feiras livres. Ele considera o desenvolvimento material paralelo ao crescimento pessoal e espiritual, e contempla o ser humano como algo além de uma força produtiva e um elemento consumidor, que possuiria simplesmente fome de comida e sede de bebida. Por isso, o Estado butanês inclui entre seus objetivos a felicidade do povo, baseada em quatro pilares: proteção do meio ambiente, desenvolvimento sustentável, preservação da cultura e bom governo. Talvez seja uma utopia filosófica o tal FIB, mas é fato que o Butão arrancou-se da pobreza esmagadora sem explorar seus recursos naturais; seus índices de analfabetismo e mortalidade infantil despencaram; o turismo interno está crescendo; e a economia local vai de vento em popa. Isso poderia explicar por que Wangchuk foi indicado pela revista ‘Time’ como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo.

E o que isto tem a ver conosco, profissionais de comunicação?
Trabalhamos muito para alavancar vendas de produtos, promoção de idéias, valorização de marcas e imagem de nossa organizações, e acabamos esquecendo do nosso FIB. Quantas vezes deixamos de lado nossos projetos pessoais de escrever um livro de poesia, adotar um cachorro, estudar música ou esperanto, gerar filhos, começar um trabalho voluntário ou fazer aquela superviagem pelo Oriente? Não podemos pensar que dá tempo de fazer rascunhos da vida e correr o risco de não termos tempo de passá-la a limpo. A música dos Titãs é bonita, mas quem pretenderia ler em seu próprio epitáfio “queria ter arriscado mais e até errado mais, ter feito o que eu queria fazer”...? Aqui entre nós, sem felicidade cai muito o nível de produtividade!

OK. Nunca teremos uma vida totalmente sem estresse e preocupações, especialmente trabalhando no mercado de comunicação, em que temos que estar sempre atentos a demandas de clientes, mudança de cenários, atuação de concorrentes, evoluções tecnológicas e novidades deste ou daquele setor. E, ainda, cuidar da saúde, estar bem-disposto, dar atenção à família e aos amigos, ser feliz e contente. Ufa! Parecem até tarefas de gincana... Mas talvez seja possível, se formos um pouco menos auto-exigentes e complicados, se procurarmos ouvir e olhar as coisas com atenção, porém com simplicidade.

O papel do comunicador pode estar em simplificar, em ajudar a desatar os nós das informações e dos relacionamentos com tantos públicos de interesse – os de nossas organizações e os particulares. Não temos de concordar com Schopenhauer, 190 anos após suas conceituações pessimistas, e achar que “o mundo é o inferno”. Mas buscar fazer aqui, na Terra, o nosso paraíso de realizações – profissionais, sim, e também pessoais, amorosas e pelo bem universal. Você já conferiu seu Índice de Felicidade Interna Bruta? Você já sorriu hoje? Faz bem à saúde! E está em tempo!"

Fonte: Por Marcia Cavallieri - integrante da equipe de Comunicação Institucional – Planejamento e Pesquisa da Petrobras, in http://www.nosdacomunicacao.com/

Obs.: Encontrei este artigo no BLOG gecorp.blogspot.com de
Fábio Albuquerque

terça-feira, 12 de maio de 2009

CRISE! MAS QUE CRISE?

A atual crise econômica mundial, que sempre existiu para quem é pobre, não está abalando só o neoliberalismo do mercado financeiro e o comércio internacional, mas também a relação individual entre as pessoas. A liberdade total e sem controle do estado distanciou mais os pobres dos mais ricos. Os produtos dos mais pobres encontram mais barreiras do que o normal, pois esses sempre foram barrados. Quando digo que a crise sempre existiu para o mais pobre, e não vou entrar na questão comercial dos países, e sim no mérito pessoal dos cidadãos enquanto agentes econômicos, ou seja, consumidores e mão de obra assalariada. Quando um rico perde um bem, dentre os vários que ele tem, ele se sente muito abalado, e não deveria, mas isso acontece porque o seu status não é mais o mesmo. A condição do pobre, perdendo ou não perdendo, é a mesma, e ele nunca sentiu o gosto de ter 2 (dois) carros, 2 (duas) casas, cartão de crédito sem limites, viagens e tantas outras benesses do capitalismo.

A crise faz com que o pobre demore mais para comprar um bem, e às vezes nunca, pois vive na subsistência, enquanto um rico ela é passageira, isso quando ele não for perdulário, e em pouco tempo ele recupera sua posição anterior. Eu considero uma pessoa consumista aquela que consome além da sua real necessidade, pois o menos favorecido compra apenas aquilo que o faça sobreviver. Passar fome, tirando algumas religiões, e pré-condição da pobreza, e quando digo isso é porque já estive lá. Ficar preocupado por não poder trocar de carro ou comprar um vestido novo é simplesmente fútil, quando se comparado com aqueles que vivem na miséria. Esqueçam essa dicotomia do pobre e rico, pois o mais importante é o ser humano, e não o bem material que ele possui.

E seguindo um raciocínio simples, que quem não conhece a crise acaba sentindo mais, e aqueles que já vivem nela sentem menos. Os pobres vão passar pela crise, como ela começou, ou seja, na mesma condição. Algumas pessoas mais esclarecidas que eu conheço já me disseram que isso é utópico, até posso concordar, mas não me sinto em paz e estou em eterno conflito, e pergunto: será que é isso que Deus quer para o homem? Ou será que a escritura sagrada, que foi feita pelo homem, é quem conduz a tudo isso? E não fazer nada e ficar observado tudo parado é a melhor maneira? Na verdade é a crise existencial que me questiono, o quê é que nós estamos fazendo aqui? Portanto, lutem!, lutem!, lutem! e lutem! ... sem parar.


"Quando escrito em chinês a palavra crise compõe-se de dois caracteres: um representa perigo e o outro representa oportunidade." - John Kennedy


“Quem ouve falar das verdades do paraíso, onde tudo é belo, não prestou atenção no que dizem os economistas.” - Marco Antonio de Araujo - Economista e Livre Pensador

segunda-feira, 11 de maio de 2009

A POLUIÇÃO DAS BANDAS

"Apesar do discurso ecologicamente correto, ídolos do rock e do pop andam emporcalhando a nossa atmosfera.

O estrelato tem um preço. Que o diga o nosso planeta. O impacto de bandas e músicos famosos no meio ambiente é enorme. Eles atraem milhões de pessoas a shows, viajam constantemente, e seus espetáculos consomem quantidades chocantes de energia elétrica. Uma turnê mundial pode liberar milhares de toneladas de dióxido de carbono (CO²), gás que contribui para o aquecimento global.

Os roqueiros mais conscientes aliviam a culpa neutralizando as suas emissões. Para tanto, compram créditos de carbono de companhias que cuidam de plantio de árvores, proteção de áreas verdes ou instalações de energia renovável, por exemplo. No cálculo para saber o tamanho do crédito, são verificadas as emissões de gases causadores do efeito estufa. Elas são geradas a partir da queima de combustíveis fósseis e material orgânico.

Apesar de ainda distante da situação ideal, ecologistas comemoram as iniciativas dos artistas que neutralizam suas emissões. Essa atitude influencia muitas pessoas, segundo Eduardo Petit, diretor de marketing da MaxAmbiental, companhia que vende créditos de carbono. "Quem é atingido passa a ter consciência de que cada um deve fazer a sua parte", afirma. Marketing ou não, o certo é que o planeta agradece os astros que levam o discurso verde para além das canções.

THE POLICE>>> Segundo a revista britânica NME, é a banda que mais poluiu o planeta, durante sua turnê em 2007 e 2008. >>> Para aliviar a culpa, doou 1 milhão para a prefeitura de Nova York plantar 10 mil árvores em maio passado.

COLDPLAY>>> Em 2002, a banda contratou uma empresa para plantar 10 mil mangueiras em Karnataka, Índia. A ideia era neutralizar a produção e distribuição de seus CDs. Das árvores, apenas 4 mil sobreviveram.

JACK JOHNSON>>> Em 2008, neutralizou 1450 toneladas de CO2 e doa dinheiro para cuidar de uma área na Amazônia peruana, suficiente para neutralizar mais de 2.000 toneladas de carbono por ano>>> Fundou no Havaí uma ONG que apoia a educação ambiental

DAVE MATTHEWS BAND>>> Gerou 18 mil toneladas de CO2 - equivale a 58 milhões de quilômetros rodados por um carro>>> Em 2002, a banda decidiu neutralizar todas as emissões causadas desde 1991>>> Auxiliou na construção da Rosebud Wind Turbine, a primeira turbina de vento de grande escala nos EUA

RADIOHEAD>>> Em algumas turnês, envia seus equipamentos por navio>>> Para reduzir emissões, se apresentou na TV dos EUA sem sair da Inglaterra>>> Em 2007, lançou na web o álbum In Rainbows, para conservar papel e reduzir lixo. Porém, meses depois, o CD chegou às lojas."

Fonte: Por Felipe Pontes - Revista Galileu da editora Globo

domingo, 10 de maio de 2009

A AMIZADE SÓ DEPENDE DE VOCÊ

Conforme a empresa Merkatus de Santa Catarina-BR (site para consulta http://www.merkatus.com.br/) os novos fatores para o sucesso nas vendas dos produtos são os 5Rs, uma ferramenta revolucionária que ajuda você, e sua empresa, a:

- obter e manter clientes, e a
- fazer negócios, mais negócios e melhores negócios:

Entrem, pesquisem e comparem com os meus 5Ss, e não tenho nenhuma intenção de derrubar ou de achar que esses fatores são melhores que os 5Rs, pois o sucesso, que também é com “s”, serve apenas como uma ébria divagação, onde:

- fazer e ganhar amigos, e a
- trazer amigos, mais amigos e melhores amigos.

1 – SATISFAÇÃO: Quando alguém chegar perto e pedir a sua ajuda, tente, pelo menos, atenuar a vontade dela com palavras reconfortantes;
2 – SENSIBILDADE: Se perceber que uma pessoa perto de você está triste, dê um abraço e passe sua alegria para ela;
3 – SINCERIDADE: Procure ser o mais honesto e transparente com o outro, desde que sua verdade ou opinião não o machuque, e deixando clara a sua posição sem criticá-lo;
4 – SOLIDARIEDADE: Faça-se repartir seus sentimentos, mesmo quando não forem bons, pois cria uma ligação mútua de interesses e deveres;
5 – SUSTENTABILIDADE: Manter sempre um elo entre você, as pessoas e a natureza, e exaltando toda a espiritualidade que há no universo.

Portanto, a amizade não é só dinheiro no bolso, mas também uma certa cumplicidade e prazer nas relações humanas. Portanto,!, lutem!, lutem! e lutem! ... sem parar.

"Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade." - Confúcio

“O economista que só pensa, corre o risco de ficar pensando só." - Marco Antonio de Araujo - Economista e Livre Pensador

sábado, 9 de maio de 2009

NÃO A COMPETIÇÃO DESENFREADA!

Criei este Blog para tentar passar a ideia do bem comum em detrimento do individual. A sociedade em que vivemos é muito materialista, e será que é essa nossa finalidade aqui na terra, onde algumas pessoas andam se achando melhores que as outras. A partir disso vou estar a disposição de todos aqueles que queiram melhorar nosso planeta. Abraços e até mais, e lutem!, lutem! e lutem! sem parar...

"Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho".Mahatma Gandhi

“O curso de Economia é a ciência do cata-vento, pois impulsiona e faz funcionar os nossos pensamentos”. - Marco Antonio de Araujo - Economista e Livre Pensador