terça-feira, 26 de maio de 2009

MEIA VOLTA, VOU VER!

Quando servi o exército em 1984, mais precisamente era o soldado-fuzileiro nº 936, do 1º grupo de combate, do 3º pelotão de fuzileiros, da 2ª companhia de fuzileiros, do 39º Batalhão de Infantaria Motorizado, da... chega não aguento mais, e tem mais, mas não vou dizer. Vivíamos um final de ditadura, a democracia estava chegando, mas os militares ainda combatiam os comunistas e seus ideais socialistas. Eu não entendia bem o que era tudo isso, mas sabia bem o que era sofrer, já que vim de uma situação financeira desfavorável. Entendia que o grande mal era a pobreza, em contraste com aqueles que tinham alguma coisa a mais. Diziam para nós não ouvirmos a música “Pra não dizer que não falei de flores” do Geraldo Vandré, pois achavam que era uma chamada à luta armada contra a ditadura.

Como sou curioso passei a ler mais sobre o assunto, só não entendia quando davam a ordem unida, que é a marcha para os leigos, eles mandavam a gente virar ou olhar para esquerda, pensava eu então, se eram desligados ou se era uma burrice uniformizada. Quando dei baixa foi uma alegria só. Pensei logo em arrumar um trabalho e estudar, não que eu gostasse, pois sempre preferi o ócio, mas por pura necessidade de querer ganhar dinheiro e combater o capitalismo selvagem por dentro.

Alguns anos já se passaram, para ser mais exato 25 (vinte e cinco) anos, e ainda me pego a sonhar com os treinamentos de combate e a ralação. E ficou marcado na minha vida, se eu não tivesse vivido essa experiência talvez eu não fosse a pessoa que sou hoje. Só não sei dizer se melhor ou pior, mas apenas diferente. Portanto, lutem!, lutem!, lutem! e lutem! ... sem parar.


"HAY QUE ENDURECER, PERO SIN PERDER LA TERNURA JAMÁS" - ERNESTO CHE GUEVARA


“Tem gente que acha que economista bom, é economista milionário.” - Marco Antonio de Araujo - Economista e Livre Pensador

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