sexta-feira, 9 de março de 2012

Fish

Fish: Add a touch of nature to your page with these hungry little fish.  Watch them as they follow your mouse hoping you will feed them by clicking the surface of the water.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Prévia da inflação oficial acelera para 0,65% em janeiro, diz IBGE

Do G1, em São Paulo

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), que é a prévia da inflação oficial, acelerou para 0,65% em janeiro, após subir 0,56% em dezembro, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta terça-feira (24). Em 12 meses, indicador acumula alta de 6,44%. Em janeiro de 2011, o IPCA-15 havia ficado em 0,76%.

Entre os índices de variação dos grupos de despesa pesquisados pelo IBGE, o relativo a transportes subiu 0,79%, sendo o responsável pela aceleração do IPCA 15 na comparação como mês anterior. De acordo com o IBGE, pesou sobre esse resultado o reajuste das tarifas dos ônibus urbanos nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e Belo Horizonte e dos ônibus intermunicipais em várias regiões.

Também exerceu influência a variação dos preços de alimentos, ainda que a taxa tenha desacelerado de 1,28% em dezembro para 1,25% em janeiro. "Com isto, o IPCA 15 de 0,65% teve 0,44 ponto percentual de impacto dos dois grupos, o que significa 68% do índice", disse o IBGE, em nota.

Em janeiro, o maior impacto individual partiu da refeição fora de casa, cuja taxa ficou em 1,63% em janeiro, após subir 1,13% em dezembro. Ficaram mais caros no período: lanche (de 1,57% para 1,42%), refrigerante (de 1,06% para 1,37%) e cerveja (de 1,18% para 1,27%).

Já o grupo habitação manteve a taxa de dezembro, de 0,54%. Seguem em alta, por exemplo, aluguel residencial (de 0,71% para 1,33%), condomínio (de 0,74% para 0,70%), taxa de água e esgoto (de 0,00% para 0,13%).

Na contramão dos outros grupos, tiveram desaceleração das taxas de variação os grupos vestuário (de 1,10% para 0,19%), artigos de residência (de 0,05% para – 0,68%) e despesas pessoais (de 0,74% para 0,55%).

Por região
Na análise por região, Rio de Janeiro teve a maior taxa (1,01%). O menor índice foi registrado em Porto Alegre (0,39%).

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Bolha imobiliária leva até 100 mil a viver em jaulas de cães na China

Habitações de 1,80 metro por 75 centímetros são alugadas por R$ 360.
Cada quarto tem cerca de 20 jaulas; fotógrafo britânico registrou a situação.


Do G1, em São Paulo

A bolha imobiliária na cidade de Hong Kong, com preços cada vez mais impraticáveis para parte da população, tem levado dezenas de milhares de chineses a morar em condições degradantes, como mostrou uma série de imagens feita pelo fotógrafo britânico Brian Cassey e publicada pelo "Daily Mail" nesta quarta-feira (11).

Mesmo sendo uma das cidades mais ricas do mundo, Hong Kong pode possuir cerca de 100 mil habitantes vivendo nessas condições, segundo as estimativas mais altas. As jaulas transformadas em habitações medem em torno de 1,80 metro por 75 cm. A altura varia, mas mas mesmo nas mais altas é difícil ficar em pé.

Segundo as informações do tabloide inglês, o aluguel médio de uma jaula fica em torno do equivalente a R$ 360 por mês. Cada quarto abriga cerca de 20 jaulas, emplilhadas em até três "andares".

Hong Kong tem uma das maiores concentrações de habitantes por área no mundo e, segundo o "Daily Mail", tem mais lojas da grife Louis Vuitton que Paris, o que reflete seu poder econômico.





terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Procon-SP denuncia 29 sites de comércio virtual por irregularidades

Alguns dos sites seguem no ar e poder lesar consumidores, alerta órgão.
Procon e G1 procuraram as empresas e não conseguiram contato.


Darlan Alvarenga - Do G1, em São Paulo

A Fundação Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, divulgou nesta terça-feira (11) uma lista de 29 sites que foram denunciados ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) por irregularidades na prática de comércio virtual.

O objetivo da medida, segundo o Procon, é que os fornecedores, que não entregaram produtos adquiridos por consumidores, sejam responsabilizadas criminalmente.

A lista dos 29 sites denunciados ao DPPC foi divulgada no site do Procon. Clique aqui para conferir as empresas.

"O que mais nos preocupa é que algumas delas continuam e podem continuar lesando consumidores", disse ao G1, Coscarelli. "A recomendação do Procon é para que o consumidor não faça nenhum tipo de negócio com esses sites", explicou.Segundo o diretor executivo em exercício do Procon-SP, Carlos Coscarelli, a lista reúne empresas que receberam queixas de consumidores no segundo semestre de 2011 e que não são encontradas pelo órgão para solucionar os casos.

O diretor afirma que a maioria das reclamações registradas no Procon contra estas empresas refere-se a não entrega de produtos comprados pelo site e a dificuldade em contactar as empresas para resolver problemas.

"Nem o Procon, com todos os recursos e mecanismos de rastreamento que dispõe, consegue localizar essas empresas. Portanto, o consumidor corre risco de não ter para quem recorrer ao fazer uma compra nesses sites", diz Coscarelli.

O G1 também procurou as empresas denunciadas pelo Procon, mas não conseguiu contato até o momento com nenhum representante pelos telefones e e-mails informados nos sites.

Segundo o Procon, boa parte desses sites não foram encontrados em seus endereços oficiais. O órgão chegou inclusive a tentar contato por correspondência, sem obter retorno. As notificações encaminhadas a essas empresas têm retornado com informações dos Correios como 'mudou-se' e 'endereço inexistente', informou o diretor.

De acordo com o diretor do Procon, o órgão pretende, a partir de agora, manter na página do órgão na internet uma lista atualizada de sites com irregularidades e denunciados.

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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

SÓ POR DEUS!


Nós estamos vivendo uma verdadeira roleta russa, a criminalidade está abusando de escolher aleatoriamente e matando sem respeito pela vida. Estou triste, pois não vejo ninguém tomar uma atitude contra este bando de marginais. Por isso é que só DEUS pode salvar agente, enquanto os homens ficam sentados em seus belos escritórios com ar condicionado e acarpetado. Por favor, tirem suas nádegas da cadeira e façam alguma coisa.

Quando vires um homem bom, tenta imitá-lo; quando vires um homem mau, examina-te a ti mesmo.” - Confúcio

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Internada para cirurgia na boca, criança é operada na barriga em SP

Mãe diz ter se assustado ao ver curativo no filho, em Bertioga.
Secretaria da Saúde diz ter instaurado sindicância para apurar o caso.

Uma criança de 10 anos internada para uma operação na boca em Bertioga, no litoral de São Paulo, foi operada na barriga - de uma hérnia que, segundo a mãe, jamais foi diagnosticada.

O nódulo no lábio que o atrapalha na hora das refeições continua intacto. Mais abaixo está o curativo da cirurgia que não estava prevista.

A mãe dele, Lucinéia Matias Castro, diz ter ficado assustada ao ver o filho após o procedimento. Segundo ela, o filho vinha sendo avaliado desde junho do ano passado e constam de todos os documentos o pedido específico para a cirurgia no lábio. "A médica estava ciente do problema na boca dele. Ela chegou a vê-lo três vezes. E nunca falou nada sobre hérnia."

A cirurgia foi realizada na quinta no Hospital Municipal de Bertioga. O menino teve alta no mesmo dia. Uma sindicância foi aberta para apurar o caso.

"A médica me disse: 'Eu tirei uma hérnia do seu filho. Esqueci o caroço de cima, mas tirei o de baixo'", conta a mãe.

A Secretaria da Saúde de Bertioga diz que só vai se pronunciar sobre o caso após a conclusão da sindicância.

link = http://glo.bo/f5ESBu

domingo, 3 de janeiro de 2010

ESTÃO MATANDO A GALINHA DOS OVOS DE OURO

O que está acontecendo no Brasil é um absurdo, a carga de impostos não para de crescer. Em 2009 com relação ao ano anterior cresceu 3,25%. Se comparar com o ano 2000 é mais gritante, onde chega a 207,98%. Com relação ao PIB* chega a 36,23% em cima de tudo que produzimos em 2009, em 2000 era de 30,02%.

Ou o governo realiza uma reforma a médio prazo para salvar as pequenas e médias empresas, ou teremos um monte delas quebrando no longo prazo. Temos que lutar para que todos paguem impostos, não é justo só alguns pagarem, enquanto aqueles que estão na informalidade vivem as nossas custas.

Vamos cobrar nossos representantes no Congresso Nacional, pois só eles podem mudar esta situação. Não importa qual o partido que ele represente, é necessário que todos se engajem nesta luta. Portanto, lutem sem parar companheiros...

* PIB - Produto Interno Bruto = É a soma de tudo que produzimos durante um certo período de tempo, medido geralmente em 1 (um) ano.


" A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido e não na vitória propriamente dita. - Mahatma Gandhi (líder indiano)

" É a fé que tenho pela vida que me faz lutar, pois nada é melhor que uma luta justa." Marco Antonio de Araujo - Livre Pensador e Economista

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

MENSAGEM ENVIADA PELO MEU AMIGO MARCOS TENÓRIO

"As pessoas nos finais de ano e natais sempre desejam tudo de bom aos amigos, muitos presentes e felicidades, isso é cultural e natural. Eu como todos não poderia ser diferente, desde o ano em que demos baixa no exército, e cada um foi procurar o melhor para sua vida, eu tinha alguns desejos especiais, um deles era de todo ano reencontrar amigos daquele tempo de 39º BIMtz, especialmente da 2ª Cia., amigos de verdade, não só companheiros, que em um dia daquele abençoado ano de 1984 o Papai Noel colocou em nosso caminho e você meu amigo Sd Marco é um deles com certeza. Ainda teremos outros reencontros e epero que sejam tão bons como tem sido esses últimos. Um feliz Natal e um prospero Ano Novo para um prospero amigo de feliz amizade".

"2ª GUERREIRA, BRASIL ACIMA DE TUDO. OS MELHORES SÃO APENAS BONS PARA TURMA DE 84."

MARCOS TENÓRIO

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL!!!!!! OH!OH! OH!

FELIZ NATAL A TODOS!!!


Desejo a todos os meus amigos e inimigos, que me acompanham no meu BLOG um feliz Natal.


Agradeço de todo o meu coração a todos, que de uma forma de outra, tem feito algo para melhorar o mundo em que vivemos.


Que neste Natal o coração dos homens possam ser mais maleáveis, e que a paz e o amor estejam dentro deles.


O MEU SINCERO FELIZ NATAL, COM PAZ, ALEGRIA E BASTANTE SAÚDE...

domingo, 8 de novembro de 2009

FELICIDADE GERAL

Tem algum tempo que eu não escrevo no meu Blog, pois estou muito ocupado, mas logo voltarei com força total. Estou passando aqui para deixar algumas fotos do encontro da Turma de 1984 dos guerreiros da 2ª Companhia de Fuzileiros do 39º Batalhão de Infantaria Motorizada, onde eu servi. Grandes amigos... 07/11/09

O Tenente Bergamin e o Tenório (Pantera) que fez a festa se tornar realidade

Eu e o Grande amigo Assis, juntos com o os Guerreiros da 1ª Cia de Fuzileiros

Eu, o Pisa, Rogério e o Assis

Grandes amigos Fuzileiros Genilson e De Paula

Eu e o Grande Ismael

Eu, filho do Bertolle, o Bertolle e o Gregório




domingo, 20 de setembro de 2009

“Aprendi a extorquir o povo”

Um ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus relata como o bispo Edir Macedo o instruía a tirar dinheiro dos fiéis e a depositá-lo em contas no exterior

Mariana Sanches, de Balneário Camboriú (SC) - REPORTAGEM DA REVISTA ÉPOCA 18/09

A casa no bairro de Cascadura, Rio de Janeiro, onde Gustavo Alves da Rocha passou a infância ficava a cerca de 1 quilômetro de distância do local onde foi erguido o primeiro templo da Igreja Universal do Reino de Deus, há 32 anos. A vida de Gustavo e a de Edir Macedo, o líder da Universal, só se entrelaçaram, porém, quando os dois cruzaram o Oceano Atlântico. Em 1996, Gustavo, aos 16 anos, morava com sua tia em Londres. O bispo Macedo acabara de abrir sua primeira igreja na Inglaterra e precisava de um tecladista que animasse as reuniões dominicais. O tempo livre e o talento musical de Gustavo se encontraram com as ambições do bispo Macedo no número 232 da Seven Sisters Road, no bairro londrino de Finsbury Park. Era lá que ficava a primeira igreja da Universal em Londres, onde Gustavo foi empregado como tecladista.

Três anos depois, Gustavo se tornou pastor da Universal em Nova York. Ele diz que era responsável por contar e fazer o depósito do dízimo recolhido nos 26 templos da Universal em Nova York. Diz ter sido instruído a se casar com a empregada doméstica do bispo Macedo, Jacira Aparecida da Silva, e conta que se mudou para a casa de Macedo, nos Estados Unidos, onde morou por quase três anos. Da sala da luxuosa casa do bispo, Gustavo afirma que assistia a Macedo orquestrar por rádio a expansão dos templos da igreja e dos negócios de comunicação, hoje alvos de investigação pelo Ministério Público.

Gustavo diz ter ouvido o bispo Macedo instruir seus bispos a trocar dólares para ele em São Paulo, diz ter depositado dinheiro do dízimo em duas contas no exterior, uma delas em nome de um pastor americano amigo de Macedo, conhecido como Forrest Hills, e afirma que o dinheiro dos fiéis era usado para investimentos na TV Record. “Em 2003, fizemos com os fiéis de Nova York uma campanha para arrecadar US$ 1 milhão. Foi com esse dinheiro que a Record montou o estúdio em Manhattan”, diz. As ligações de Gustavo com a igreja são comprovadas por documentos como passaporte, contracheques e fotos. A TV Record negou as acusações.

Em 2004, Gustavo foi demitido pelo bispo Macedo. Hoje, ele é considerado pelos promotores uma testemunha importante nos processos abertos contra o fundador da Universal. Seu depoimento poderá contribuir para confirmar as suspeitas de estelionato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha que recaem sobre o bispo Macedo e a cúpula da igreja e da Rede Record. Gustavo hoje trabalha de madrugada como taxista em Balneário Camboriú, Santa Catarina. Mora numa casa de quatro cômodos, alugada, que não guarda nenhuma semelhança com o luxo e o conforto que Gustavo diz ter experimentado em Nova York. Não tem mais o dinheiro que juntou enquanto era pastor. Desde que voltou ao Brasil, já morou em mais de cinco cidades. Aos 29 anos, diz ter dificuldade para arrumar emprego e afirma temer represálias de membros da Universal. Ele contou a história que viveu na igreja num depoimento de cinco horas concedido a ÉPOCA.

Procurada por ÉPOCA, a Igreja Universal confirmou que Gustavo foi pastor da igreja, “desligado da obra por motivos de prática de conduta contrária aos bons costumes e à moral”. Disse que “a Igreja Universal, seus bispos e pastores fazem tudo dentro da maior legalidade” e negou que Gustavo tivesse sido instruído a se casar com uma mulher indicada pelo bispo Macedo e que tivesse morado na mesma casa que ele. A Universal negou ainda que Jacira Aparecida da Silva tivesse trabalhado como empregada doméstica para o bispo Macedo. A TV Record afirmou, também por e-mail, que não faz nenhuma transação com dinheiro oriundo da Universal: “Todos os salários dos funcionários da Rede Record são pagos pela emissora em conta-corrente dos beneficiários e todos os investimentos são pagos pela emissora com recursos próprios”. A seguir os principais trechos do depoimento do ex-pastor Gustavo Rocha.

“Edir Macedo nos ensinava a atingir as metas que ele criava para cada igreja, e a meta era financeira. Não era de fiéis “ GUSTAVO ROCHA, ex-pastor da Universal. Na foto, tirada em 2001, ele aparece no altar de uma das igrejas que comandou em Nova York.

Como conheceu o bispo Edir Macedo
“Eu nasci no Rio de Janeiro, mas quando tinha 12 anos fui morar com uma tia em Londres. Uma tarde eu estava passeando com minha tia pelas ruas de Finsbury Park e vi um teatro. Resolvemos entrar. Na porta estava escrito apenas Teatro Arco-Íris. Aí eu vi um piano e, como sempre tive paixão pela música, pedi para tocar um pouco. Quem veio até mim foi o Edir Macedo. Ele me pediu para que eu tocasse “Yesterday”, dos Beatles. Ele elogiou e me perguntou: ‘Você sabe tocar música gospel?’. Eu respondi que não, mas consegui acompanhar no piano quando ele colocou umas músicas gospel para tocar no rádio. Ele disse que precisavam de um tecladista e eu, que tinha 16 anos, aceitei tocar todos os domingos em troca de algo em torno de R$ 50. Depois de uns quatro meses, minha tia procurou Edir Macedo para dizer que eu voltaria ao Brasil. Daí Edir veio com uma proposta: ‘Não, a gente vai ajudá-lo. Se você permitir, nós queremos investir nele. A igreja se propõe a pagar uma escola para ele aqui na Inglaterra’. A igreja pagou para mim por dois anos uma escola de idiomas, a London Capital College. Eu passei a morar na igreja e não tinha salário.”

A preparação para ser pastor
“Quando fui morar na igreja, eu dividia um quarto com outros obreiros. Passei a tocar todos os dias, fazia a limpeza do templo, a evangelização, distribuía jornal da igreja de porta em porta. Eu não tinha dinheiro para ligar para minha família no Brasil, nem no Natal. Fiquei praticamente confinado. Minha tia deixou de me visitar, achou que eu estava fanático. Eles fizeram comigo um processo de preparação para ser um futuro pastor. Quando chegava alguém à igreja para pedir um conselho, o bispo Macedo me chamava: ‘Senta aqui do meu lado para você conhecer os problemas do povo e aprender a orientar as pessoas’. Foram dois anos sentado ao lado dele. Quando o fiel ia embora, ele perguntava: ‘Entendeu? Essa moça está com problema financeiro e está tão fragilizada que, se você disser Faça isso!, ela vai fazer. Você tem de despertar essa fé que está nela para que ela venha e traga uma oferta para a igreja’. Oferta significava dinheiro, mas no começo ele não falava muito a palavra ‘dinheiro’, para não me assustar. Dependia dele para ter roupas e comida. Aqueles que eram bispos tinham muito privilégio. Queria ter a vida que o bispo Macedo e outros bispos tinham, então eu me submetia a tudo o que mandavam. Cheguei a fazer um jejum e só beber água durante sete dias. Nesses dois anos não fui sequer uma vez ao médico. O bispo Macedo me dizia que eu tinha de usar minha fé para curar a gripe, a dor de cabeça. Fazia parte do processo de sacrifício.”

Como a Universal se expande
“Eu e Edir Macedo saíamos pelo menos duas vezes por semana para procurar um teatro, um galpão onde desse para abrir uma nova igreja. A gente olhava primeiro a vizinhança. Se tivesse outra igreja na região, não valia a pena investir. E olhávamos se o povo era pobre ou de classe média. Se a área fosse pobre, era mais interessante, a igreja cresce mais. O bispo Macedo dizia que gente pobre tem todo tipo de problema. Então, é fácil ter argumento para atrair essas pessoas. Se fosse um pessoal com mais dinheiro, ele já pensava duas ou três vezes se valia a pena investir, porque apenas uma minoria frequentaria a igreja. Quando o bairro era de classe média, o pastor tinha de falar bom inglês e ter cultura, porque colocar um pastor escandaloso, ignorante, não dava certo. Em Londres, presenciei a criação de duas igrejas. Uma foi em Brixton e a outra em Peckham. Os cultos eram em inglês, 2% ou 3% dos fiéis da igreja eram brasileiros, 2% ou 3 % eram britânicos, e o restante eram africanos e jamaicanos. Havia uma preferência por colocar um pastor negro, para que os fiéis se identificassem mais.”

A escala em Portugal e a promoção
“Depois de dois anos na Universal em Londres, meu visto de estudante venceu e não conseguimos renovar. Eu já estava com 18 anos. O bispo Macedo conversou comigo e disse que Deus estava me enviando para Portugal. Fiquei lá um mês e meio, morando em Lisboa, até que o bispo Macedo me avisou que ele iria me registrar como pastor da Universal e em 15 dias eu estaria em Nova York. Ele disse que não me deixaria em Portugal porque ele precisava de um pastor com bom inglês nos Estados Unidos. No dia 13 de maio de 1999, eu cheguei a Nova York. Eu passei a tocar piano na igreja principal, no Brooklyn. Depois de uns 15 dias, o bispo Macedo chegou a Nova York e me disse que eu não deveria ficar só tocando, passaria a pregar. Foi a primeira vez em que fui responsável por uma igreja, a igreja de Utica, no Brooklyn. E, como eu era um pastor registrado pela Universal, passei a ter um salário. Ganhava US$ 600 brutos por mês. Era pouco, mas não tinha despesa com água, luz, aluguel porque eu morava na igreja.”

As metas e o método de arrecadação
“Em Utica, em dois meses, a igreja encheu. Cabiam 70 pessoas. O bispo Macedo achou que tinha valido a pena investir em mim. Comecei a fazer programas de TV e de rádio para a igreja e a participar das reuniões de pastores e bispos. Nessas reuniões, Edir Macedo nos ensinava a atingir as metas que ele criava para cada igreja. E a meta era financeira. Não era de fiéis. No primeiro mês, a minha igreja rendeu US$ 3 mil. Daí o bispo Macedo me falou: ‘Olha, Gustavo, este mês fez US$ 3 mil. Então, se no mês que vem você conseguir arrecadar só US$ 2.900, eu tiro a igreja de você. Você vai se virar para fazer US$ 3.500, senão eu vou descontar do seu salário, você não vai mais participar das reuniões e vai voltar para o piano’.”

“Fiquei tranquilo porque eu já tinha aprendido o trabalho. Ele me ensinou o seguinte: como era uma igreja pequena, primeiro eu tinha de fazer um atendimento corpo a corpo, conversar com cada um dos membros da igreja, visitar a casa, participar da vida. Eu levantava toda a vida da pessoa e determinava o dízimo. E eu ia colocando isso na cabeça das pessoas. Elas chegavam para me contar alguma coisa: ‘Pastor, fui viajar e bati meu carro’. Eu dizia: ‘A senhora está sendo fiel no seu dízimo?’. Ela dizia que não. Então eu falava que era por isso que ela tinha batido o carro. Óbvio que não tinha nada a ver, mas era uma questão de mexer com o psicológico, para que ela pensasse que as coisas ruins aconteciam por causa de um erro dela, e não por um erro da igreja ou um erro de Deus. Eu tinha de fazer aquela pessoa acreditar que o dízimo dela era uma coisa sagrada. Noventa e nove por cento das pessoas que vão à igreja, e isso eu ouvi do bispo Macedo, não vão para adorar a Deus. Vão para pedir, porque têm problemas no casamento, nas finanças, de saúde. Então o bispo falava: ‘Você chega para a pessoa e diz: Você está com problema financeiro, não está? Eu sei, eu estou vendo que sua vida financeira não está boa’. É muito fácil. Por serem pessoas humildes, elas estão mais propensas a certos problemas.”

O sucesso
“As minhas metas sempre eram alcançadas. Edir me dizia: ‘Agora a meta é US$ 4 mil’, eu fazia 4 mil. ‘Agora é US$ 5 mil’, eu fazia US$ 5 mil. E, a cada mês que eu alcançava minha meta, eu ganhava mais crédito, até o ponto de o bispo Macedo falar: ‘Você não é pastor para essa igreja, você é pastor para uma igreja melhor. Vou te colocar numa igreja maior, onde a meta já não é US$ 5 mil, a meta é US$ 30 mil’. Fiquei seis meses em Utica e fui para a igreja de Bedford. Vinham umas 400 pessoas, e a meta mensal era de US$ 25 mil. Alcancei todas as metas outra vez. Peguei a igreja com US$ 25 mil e deixei com quase US$ 40 mil de doações mensais. Aprendi a extorquir o povo, tenho até vergonha de falar. Uma vez coloquei uma piscina de plástico no altar por 15 dias, cheia de água. Disse que aquela era uma água do Rio Jordão, onde Jesus foi batizado. Eu dizia que as pessoas iam ser batizadas na mesma água que Jesus, desde que dessem uma oferta. E era água de torneira. Uma vez consegui fazer os fiéis doar três carros. Eles iam embora e me deixavam as chaves e o documento. A igreja vendia para fazer dinheiro. Entre os pastores, a conversa sempre era: ‘E aí, já pegou o mês?’. ‘Pegar o mês’ significava cumprir a meta. Eu chegava para um pastor que tinha uma igreja melhor que a minha e perguntava: ‘Já pegou o mês?’. ‘Já, fiz US$ 80 mil’, ele dizia. Eu respondia: ‘Olha, meu mês está em US$ 50 mil, mas vou fazer uma loucura, vou passar o teu mês e vou pegar tua igreja, hein?!’.”

As gratificações
“Quanto mais eu ganhava para a igreja, mais privilégios eu tinha. O meu pior carro foi um Toyota Corolla, era o primeiro carro de todo pastor. Do Corolla, passei para um Ford Focus, zero-quilômetro. Do Focus, tive um Honda Civic, do ano. Do Civic, fui para um Honda Accord. Nos Estados Unidos, morei em três casas diferentes. Conforme cumpria a meta, as casas aumentavam de tamanho, melhoravam de localização. O bispo Macedo pegava o relatório do mês, via a progressão de rendimentos e te perguntava: ‘Você está morando onde? E vai para a igreja com que carro? Faz o seguinte: fala com o bispo responsável para ele te mudar para tal casa’. Ele olhava em uma relação de pastores os bens que cada um estava usando e dizia: ‘Esse carro aí que você tem, dê para o pastor Álvaro e pega o carro do pastor Álvaro para você’. Era frequente essa troca de carros e casas entre os pastores. Como a gente não podia comprar mobília nem bens, só coisas pessoais, roupas, a mudança era bem rápida. Pastor não pode ter nada em seu nome, todos os carros que eu tive e casas em que morei estavam no nome da Universal.”

O casamento arranjado “Em 2001, eu tinha 21 anos, era um pastor promissor e ainda era solteiro. Namorava havia dois anos uma americana que era obreira da igreja. Houve uma dessas reuniões de bispos e pastores e o Edir Macedo estava chamando a atenção de todo mundo. Ele olhou para mim: ‘Fica de pé. Você está namorando?’. Eu disse que sim. ‘Mas quem autorizou seu namoro? Está tudo errado. Você vai pegar o meu celular e vai ligar para sua namorada. Você vai dizer para ela que Deus não quer mais que vocês fiquem juntos.’ Eu fiquei indeciso, mas não teve jeito. Peguei o telefone, liguei para minha namorada no viva-voz e rompi com ela. Quando desliguei, ele disse para os pastores: ‘Estão vendo? A obra de Deus precisa de homens assim. Por você ter obedecido, vai ser abençoado agora. Você vai para o Brasil e vai conhecer uma mulher que Deus preparou para você. E você vai casar com ela. Você é um pastor da minha confiança, mas nela eu confio ainda mais do que em você, porque ela mora na minha casa, ela é minha empregada doméstica’. Embarquei para o Brasil no dia seguinte. Só conheci a Jacira no cartório. Dois dias depois, a gente casou no religioso. O bispo João Batista (ex-deputado federal) fez o casamento e pagou a lua de mel em Poços de Caldas (Minas Gerais). No dia em que partimos para a lua de mel, ele disse: ‘Gasta à vontade, porque quem está pagando isso é o povo. Não tem limite, fica tranquilo’.”

“Depois que voltei da lua de mel, passamos 15 dias na casa do João Batista, até que o visto da Jacira saísse. Era um apartamento por andar, com oito quartos. O João Batista guardava uma boa quantidade de dinheiro no escritório, notas de dólar e real. A Jacira me disse que estava acostumada a ver aquilo na casa dos bispos. Quando voltei aos Estados Unidos levando a Jacira, o bispo Macedo me disse: ‘Que bom que deu tudo certo. O visto dela já tinha sido negado antes, mas você conseguiu trazê-la’. O casamento garantiu a entrada da empregada doméstica dele nos Estados Unidos.”

A vasectomia
“Logo depois que eu casei, o bispo Macedo me obrigou a fazer vasectomia. Ele justificava dizendo que um filho traria despesas e dificuldades para que eu fizesse a obra de Deus, já que com filho era mais difícil mudar de país. Ele dizia que a saída era, quando eu me tornasse um bispo, adotar, seguir o exemplo dele, dos genros dele, Renato Cardoso e Júlio Freitas. Os três primeiros médicos que procurei se recusaram a me operar. Eu tinha 21 anos e nenhum filho. O quarto topou, mas me disse que não recomendava. Fiz uma vasectomia irreversível. Enquanto eu estava nos Estados Unidos, dos 26 pastores que trabalhavam em Nova York, outros sete também fizeram. Se você não faz a vasectomia, perde a chance de crescer e chegar a bispo, vai ser só mais um pastor que fica 15 anos na mesma igreja e não sai do lugar.”

Na casa do bispo
“Quando cheguei a Nova York com a Jacira, Edir Macedo e a mulher dele, a Ester, quiseram que ela fosse morar com eles. Eu era casado com ela. Daí eles me disseram: ‘Faz o seguinte. Pega um quarto aí e mora aqui com a gente’. Passei a morar no dúplex do Edir Macedo. Na casa dele, ouvi as conversas da cúpula da igreja. Era comum diálogos em que o bispo Macedo dizia: ‘Romualdo, como é que foi a campanha da Fogueira Santa aí no Brasil?’. E o bispo Romualdo Panceiro (outro dos auxiliares de confiança do bispo Macedo) dizia: ‘Olha, bispo, não foi muito boa não, deu só R$ 18 milhões’. Dinheiro na casa de Edir Macedo não era problema. Dirigia os carros dele, umas Mercedes antigas e superluxuosas. No dia a dia, ele não é religioso. A mulher de Edir Macedo, a Ester, tinha dentro de casa uma clínica de estética, com aparelhos de última geração. Quanto se gastava na casa do bispo Macedo era uma coisa que nem se fazia um cálculo, porque não precisava. Os outros bispos também viviam muito bem. Como os pastores, eles também tinham um contracheque bem baixo, mas era só fachada, para mostrar em caso de investigação. Mas o salário que vinha por fora era muito maior. Eu já presenciei durante a contagem da oferta os bispos dividirem o dinheiro entre si, esse ou aquele bispo tirar US$ 10 mil de uma oferta de US$ 50 mil. Eu também ganhava coisa por fora. Quando trabalhei com alguns bispos e a oferta era muito boa, o próprio bispo dizia para eu pegar um dinheiro para mim. Quando saí da igreja, eu tinha uns US$ 15 mil na conta que eu tinha tirado das doações dos fiéis.”

Os negócios da Record
“Eu posso dizer que a Record e a Universal são uma coisa só. Era comum eu ouvir o bispo Macedo falando em casa com o presidente da Record, Honorilton Gonçalves, pelo radinho: ‘Ô, Gonçalves, você fez aquele depósito, contratou tal artista, tal jornalista?’. Para pagar funcionários, despesas de programas televisivos, o Edir Macedo pedia para o Romualdo Panceiro tirar o dinheiro da conta da igreja para passar para a conta da Record. De tempos em tempos, o Gonçalves e o Romualdo diziam: ‘Edir, o negócio aqui está complicado, o cerco está bem apertado. A investigação está andando aqui, eles estão fiscalizando’. O Edir dizia: ‘Vocês têm de fazer alguma coisa, tira o dinheiro da conta da igreja e faz a contratação em dinheiro vivo’. Sempre em dinheiro vivo. Eu me lembro de quando foi montado o estúdio da Record em Nova York, em 2003. O bispo Macedo diz que foi gasto US$ 1 milhão. Ele fez uma reunião com os pastores da igreja e disse: ‘Precisamos levantar US$ 1 milhão. Vamos fazer uma campanha, e todas as igrejas precisam atingir uma meta’. Daí, ele já dividiu ali quanto cada uma teria de obter. Era a campanha das Muralhas de Jericó. Conseguimos mais de US$ 1 milhão, e foi com esse dinheiro que comprou os equipamentos para a TV.”

As contas no exterior
“Todo domingo à noite eu e alguns outros pastores éramos responsáveis por abrir os envelopes de dízimo e oferta e contar o dinheiro arrecadado pelas 26 igrejas de Nova York. Cada pastor guardava no cofre de sua igreja a oferta da segunda-feira até a última reunião do domingo. Daí levava tudo até a sede, no Brooklyn, para a contagem. Na segunda-feira de manhã, nós íamos ao banco fazer o depósito desse valor. O banco era o Chase Manhattan Bank. A matriz ficava a 300 metros da igreja. A quantia variava. Quando tinha uma campanha da Fogueira Santa de Israel, eu depositava tranquilamente US$ 1 milhão nesse banco por semana. Os depósitos eram feitos em duas contas. Uma no nome da Igreja Universal e a outra no nome de Forrest Higginbotham, um pastor americano que todo mundo conhecia como Forrest Hills. Ele pertencia a outra igreja, mas era uma pessoa de confiança do Edir Macedo. Foi o Forrest Hills quem ajudou a Universal a entrar nos Estados Unidos.”

“Lá nos Estados Unidos, eu também ouvi o Edir Macedo comentar umas quatro ou cinco vezes da necessidade de trocar dólares no Brasil, em São Paulo. Mas era uma tarefa que ele mesmo fazia ou passava para gente de muita confiança dele. Eles embarcavam no avião com o dinheiro e trocavam. Nunca soube quem eram os doleiros, mas posso te falar que os bispos que faziam esse serviço para ele eram os genros, o bispo Júlio Freitas, o bispo Renato Cardoso, o bispo Clodomir Santos e o bispo Romualdo Panceiro. Toda vez que eu ouvia falar em troca de dólar, era com esses bispos e o João Batista. O João Batista era com a maior frequência. O João Batista era, na gíria, a mula. Era ele quem levava, que trazia no avião, que fazia a transação, a troca. E, depois que ele fazia, ele levava nas mãos do Romualdo, do Clodomir. E com esses mesmos bispos, de altíssima confiança, o Edir costuma fazer umas reuniões na Suíça, em Zurique.”

A derrocada
“Uns quatro meses depois de fazer a vasectomia, comecei a ter problemas com a cirurgia. Descobri que o médico que me operou acabou cortando uma veia que não deveria ter sido cortada. Tive uma espécie de trombose nos testículos. Tive de usar um dreno e fui afastado pelo médico da pregação, mas o bispo Macedo me mandava trabalhar mesmo assim, usar a fé para me curar. Tive de fazer mais três cirurgias. O bispo Macedo dizia que eu devia estar endiabrado, que eu estava recebendo salário da igreja para não fazer nada. A pressão para que eu voltasse a trabalhar era tanta que tive de mostrar ao bispo Macedo todos os papéis, exames, porque ele não acreditava que eu realmente estava doente. Quando ele viu os laudos médicos, notou que tinha havido um erro. Foi logo me dizendo que um processo daria uma indenização milionária.”

“Procurei um advogado, que me disse que era uma causa ganha e que o processo duraria um ano e meio e deveria render por volta de US$ 500 mil. Quando o Edir soube que eu procurei outro advogado e não o da igreja, ele ficou bravo. Disse que eu tinha de procurar o advogado da Universal para abrir o processo e que deveria passar uma procuração para ele, porque o dinheiro que viesse deveria ser dado para a igreja, para a obra de Deus. Eu me recusei, disse que precisaria do dinheiro, que teria de me tratar. E aí começou uma pressão, e eu resolvi desistir do processo e fazer um acordo de US$ 65 mil com o médico. No mesmo dia em que assinei o acordo, o dinheiro já estava na minha conta. Quando contei ao bispo Macedo, ele começou a gritar comigo, dizer que eu era maluco, perguntou onde estava o dinheiro. Eu disse que estava na minha conta. Ele me mandou ir ao banco na mesma hora, sacar o dinheiro e depositar na conta da igreja. Eu me recusei. E aí ele me disse que eu estava fora: ‘A partir de hoje, você não é mais pastor da Igreja Universal. Você vai embora para o Brasil e não procure mais a igreja’. Isso foi em julho de 2004. E eu, doente, com quatro cirurgias feitas, fui mandado embora sem receber um dólar da igreja, depois de cinco anos de trabalho na igreja. Nunca tive férias, não tinha dia de folga certo. Eu me senti usado.”

“Voltei para o Brasil, me separei da Jacira um ano depois. Eu sofri por ter entrado na igreja muito jovem, abandonei a família, não terminei os estudos. Eu não tinha amigos que não fossem pastores ou bispos, não sabia o que era lutar por um emprego, não sabia quanto era um aluguel. Perdi tudo. Eu sempre me lembro da frase que o bispo Macedo costumava me falar: ‘Se você sair da igreja um dia, todos esses demônios que você expulsou nestes anos vão voltar para sua vida’.”
“Fizemos uma campanha com os fiéis para arrecadar US$ 1 milhão. Com o dinheiro, a Record montou o estúdio em Manhattan” GUSTAVO ROCHA, ex-pastor da Universal.

domingo, 23 de agosto de 2009

Felicidade no trabalho aumenta produtividade e lucro

Pequenas empresas investem em programas de incentivos para os funcionários trabalharem mais felizes. As recompensas podem ser prêmios como viagens e jantares, ou até mesmo a redução da jornada de trabalho. Empregados motivados rendem mais e aumentam o lucro da empresa.
A fotografia de uma equipe feliz e os sorrisos não são apenas parte de uma pose forçada. Trabalho e diversão caminham juntos em uma empresa de consultoria de São Paulo que aposta na satisfação dos funcionários para crescer.
“É isso que a gente busca: a felicidade do time. Trabalhamos sempre com essas três coisas em mente: a realização das pessoas no trabalho, o crescimento permanente, a evolução da espiral da melhoria contínua, e os lucros que fazem as empresas sobreviverem,” diz o empresário José Hernani Arrym.
Os 30 funcionários são economistas, administradores, engenheiros. Eles criam soluções para os clientes. Desenvolvem estratégias para aumentar o lucro das empresas. A equipe é jovem e vem das melhores faculdades do país. Entre os estímulos criados para segurar os empregados, está a participação nos lucros.
“Nós temos um programa de bônus trimestral. Quatro vezes por ano, quando a companhia vai bem, as remunerações correspondem a esse desempenho”.
Os sócios, Valter Pieracciani e José Hernani Arrym, criaram um modelo de gestão diferente. O lema da empresa é liberdade com responsabilidade. Os colabores administram o próprio tempo. Eles têm 20% do horário de trabalho livre.
“Nós sabemos que o ambiente profissional em si não satisfaz as expectativas de vida que as pessoas têm. A gente acredita que tempo para atividades culturais, atividades recreativas, o esporte, atividades de cunho espiritual, religioso, isso faz parte da vida,” revela José Hernani.
O consultor Márcio Amorim usa o tempo livre para estudar.
“Eu atualmente faço mestrado, estou na reta final de entregar o meu trabalho. Isso é importante porque me traz conhecimento tanto aqui para firma como para outras coisas. A firma gosta que a gente estuda, valoriza e incentiva isso, tanto é que ela permite que eu saía mais cedo um ou outro dia para poder desenvolver esse trabalho”.
Os sócios estimulam a definição de um plano de metas individual. Foi criado um programa chamado atletas corporativos - coordenado pela ex-atleta olímpica Marta Schonhorst.
“Eu trago essa bagagem do treinamento desportivo, do trabalho com rendimento e desenvolvimento e resultado do esporte, para outro ambiente que eu nunca imaginei que pudesse ser tão receptivo,” diz a coordenadora Marta Schonhorst.
A treinadora passa quatro meses com cada funcionário. E faz um plano de performance pessoal e profissional. A consultora Ana Paula Keller garante que seu desempenho melhorou.
"Eu tomei as rédeas do meu comportamento, das minhas ambições. Consegui com isso direcionar melhor minha carreira, com mais profissionalismo, de uma maneira muito mais espontânea também. Pessoas são muito parecidas, pessoas querem se desenvolver, pessoas querem resultado, pessoas são boas nisso. Tem atletas talentosos, tem jovens consultores super talentosos, tem executivos talentosos, então pessoas visam muito resultado e desenvolvimento", explica.
Um estudo mostra que uma pessoa recebe sete mil estímulos visuais e auditivos por dia.
Os espaços abertos são muito bons, mas acontece aquele pára e anda. Você para, se distrai, volta, se distrai, volta, principalmente com a internet.
Para evitar a dispersão, a empresa criou um ambiente especial.
A equipe vai para outro prédio, a cem metros de distância. Esta sala, sem telefone, é o prensódromo. Um lugar em que se exige silêncio.
“Aqui a gente consegue sentar, quando tem que fazer pesquisa, quando tem planilhas que você precisa de mais concentração e você não pode ser interrompido, não pode ter barulho, telefone. Então, a gente vem para cá e consegue se concentrar,” diz a consultora Laís.
E depois da concentração, vem a distração. Na sede da empresa existe um bar. No fim do dia dá até para tomar uma cervejinha.
“É importante porque você sai um pouco do ambiente do trabalho, da frente do computador, onde fica muito concentrado trabalhando. Você vem para cá, com seus amigos de serviço, relaxa um pouquinho, coloca a fofoca, o papo em dia, daí você consegue tranqüilidade para voltar ao trabalho com força total,” diz o consultor Rodrigo Pellarin.
Alguns não descansam nem no bar. A equipe é dividida e cada dupla desenvolve um projeto. No final, os melhores são premiados. E a firma tem novas e boas idéias para vender aos clientes.
“Nós fizemos em seis semanas o que levaria no mínimo seis meses para ser feito. No mínimo,” diz Valter.Motivar o grupo custa caro. Mas dá resultado. Só em 2008, a empresa cresceu 35%.
“Nós temos conseguido aumentar a taxa de retenção dos nossos colaboradores, aumentar o nível de satisfação de clientes e expandir efetivamente a nossa carteira de clientes,” revela José Hernani.


CONTATOS DAS EMPRESAS MOSTRADAS NA REPORTAGEM
Pieracciani Engenheiros Associados ltda. - consultoria
Tel.: (11) 5506-2953
http://www.pieracciani.com.br
Rua Geraldo Flausino Gomes, 78 - 15º andar -cj 151 Brooklin Novo CEP: 04575-060 - São Paulo/SP

REPORTAGEM DA PEQUENAS EMPRESAS & GRANDES NEGÓCIOS

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

13 DE AGOSTO - DIA DO ECONOMISTA

O Conselho Regional de Economia de São Paulo parabeniza todos os Economistas pela data de hoje. 13 de Agosto - Dia do Economista. O Corecon-SP é a sua Casa. Participe de nossas atividades, colaborando para o crescimento, fortalecimento e representatividade da Classe dos Economistas Economista, presente em todas as atividades. Parabéns Economistas! ...

"A ECONOMIA É A BASE DA RIQUEZA" - Ricardo A. Lustri

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

ATÉ ELE TEM VERGONHA!


Tributos

O gerente que enfrenta um leão por dia

Sílvia Pimentel - 9/8/2009 - JORNAL DIÁRIO DO COMÉRCIO
Profissão é cada vez mais requisitada com a legislação em mudanças.Eles precisam acompanhar as frequentes mudanças na legislação tributária. Entendem de contabilidade, finanças, economia e da área jurídica. E num País com carga fiscal superior a 35% do Produto Interno Bruto (PIB), têm como desafio encontrar atalhos legais para economizar no pagamento de impostos. São os gerentes de tributos, cada vez mais procurados e valorizados pelas empresas. No momento, as novas regras contábeis e o maior uso do regime da substituição tributária são duas novidades a movimentar a rotina desses profissionais.

"A legislação tributária é dinâmica. Praticamente todos os dias as empresas são surpreendidas com mudanças nas leis", resume o diretor da divisão tributária da Crowe Horwath RCS, Alberto Brumatti Jr, responsável por uma equipe de 40 pessoas. Ele explica que a quantidade de tributos exigidos no Brasil e o emaranhado de leis e normas complexas levam muitas empresas, especialmente as maiores, a dividir funções. Ou seja, há gerentes específicos para lidar com os impostos indiretos (IPI, ICMS, ISS, Pis e Cofins) e outros cuidam dos chamados diretos (IR, CSLL). O trabalho parece árduo e qualquer deslize pode acender a luz vermelha para o fisco. "A classificação correta dos produtos com os quais uma empresa trabalha, por exemplo, precisa ser verificada pelo menos uma vez por semana", detalha.

De acordo com Brumatti,um dos requisitos básicos para desempenhar bem a função de gerente de tributos é conhecer profundamente a empresa em que trabalha, para quem ela vende, de quem ela compra e, em tempos de substituição tributária, conhecer a legislação dos 27 estados. Isso sem contar as legislações dos municípios e da União. "O mundo tributário é cruel. É preciso gostar muito para trabalhar nessa área", diz o diretor.

No momento, o atraso da Receita Federal na definição do programa que será usado para a declaração do Imposto de Renda das pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real tira o sono de Brumatti, que prevê um corre-corre para conseguir cumprir os prazos estabelecidos pelo fisco. Tradicionalmente, a Receita libera o programa no mês de março, mas até agora não se pronunciou. "Quando isso acontecer, teremos só um mês para providenciar as declarações", reclama.

O diretor de tributos da Danone, Anderson Luciano, tem 34 anos e começou a trabalhar na área aos 17, na KPMG. Formado em Ciências Contábeis, hoje ele comanda uma equipe com 20 pessoas e está concluindo o curso de Direito. De acordo com ele, os funcionários voltam sua atenção para o regime da substituição tributária, técnica de arrecadação valorizada pelo fisco paulista em que o recolhimento do ICMS é concentrado na indústria. A ferramenta tem incrementado os cofres do estado. Para as empresas, aumentaram os custos e a burocracia. "É o assunto que demanda maior tempo e esforço", conclui.

Bom salário – Pesquisa da Catho On Line mostra que o salário médio de um gerente de tributos nas empresas com faturamento anual de R$ 15 milhões a R$ 30 milhões está em torno de R$ 9,3 mil. Em outubro do ano passado, o salário era de R$ 8,7 mil.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

EU APÓIO O IMPOSTO ÚNICO


Recebi recentemente do Prof. Marcos Cintra, Secretário do Trabalho do Município de São Paulo, a notícia abaixo:--------------------------------------

O Imposto Único é um antigo desejo de estudiosos em matéria tributária. No Brasil, desde 1990, eu e muitos outros companheiros temos lutado em prol dessa idéia. Já há projeto de minha autoria na Câmara dos Deputados que implanta o Imposto Único no Brasil (PEC 474/2001).

A discussão chega agora a outros países. Vários institutos internacionais de pesquisas tributárias têm aventado a possibilidade de uma radical simplificação do sistema tributário mundial. Como contribuição ao debate, estou lançando mais uma obra, desta vez na lingua inglesa, para ampliar o debate.

Trata-se do livro "Bank transactions: pathway to the single tax ideal".

Começo com um tratamento teórico sobre impostos sobre movimentação financeira. Em seguida analiso a experiência da tributação brasileira com esse tipo de imposto, e o impacto quantitativo da unificação de impostos sobre essa base, utilizando modelos de simulação de Leontief.

O novo livro foi lançado nos Estados Unidos nesta semana e está disponível no website da Amazon no link
http://www.amazon.com/Bank-transactions-pathway-Single-ideal/dp/144218728X/ref=sr_1_1?ie=UTF8&s=books&qid=1247838109&sr=1-1

Espero que goste do livro, e nos apoie nesta cruzada pela Reforma Tributária em nosso país.

Abraço

Marcos Cintra

terça-feira, 4 de agosto de 2009

JUSTIÇA PARA O FUTEBOL BRASILEIRO

Só para constar, pois para não ser rebaixado no campeonato brasileiro, seguindo os anos anteriores, é preciso de pelo menos 47 pontos (com folga), com 46 pontos (justo) e 45 pontos (perigoso), pois em 2007 e 2008 o Corinthians e Figueirense caíram com 44 pontos, e para chegar em 16º lugar, segue as colocações anteriores:

2006 = Palmeiras com 44 pontos;

2007 = Goiás com 45 pontos;

2008 = Náutico com 44 pontos.

E com isso, cuidado Fluminense, que na 16º rodada está em último lugar, com 11 pontos ( 2V, 5E, 9D ), precisa fazer mais 34 pontos do total de 66 pontos ( 22 jogos ) que falta disputar, ou seja, é preciso ganhar, no mínimo, 12 jogos ou 11 mais um 1 empate, mas mesmo assim corre o risco de cair. Portanto, cuide-se Fluminense, e seria mais justo o seu rebaixamento, a sua torcida não merece, pois foi o único time do futebol brasileiro que voltou da 3ª divisão para a 1ª pelo tapetão, e isso é uma vergonha.



“A nossa maior glória não reside no fato de nunca cairmos, mas sim em levantarmo-nos sempre depois de cada queda.” Confúcio



“A queda não é vergonhosa, vergonha é levantar-se sem mérito.” Marco Antonio de Araujo – Economista e Livre Pensador

domingo, 2 de agosto de 2009

Empresários investem em pizza de um minuto


02.08.2009

Pequenos empresários podem investir em uma maquininha de fazer pizza brotinho e começar a faturar. A máquina tem baixo investimento e pode render boas oportunidades de negócio.

A máquina assa pizzas em um minuto. Quem desenvolveu o equipamento foi o empresário Marcelo Campos. Ele fez vários testes até chegar ao modelo ideal: uma máquina de 45 centímetros de altura, com forno a gás. A pizza é assada sobre uma pedra refratária.

“Pizza é uma coisa que todo mundo gosta. Começamos a entrar no projeto, fizemos a primeira máquina e com oito meses depois já começamos a comercializar”, conta o empresário Marcelo Campos.

O empresário, que é dono de uma metalúrgica, já possuía os equipamentos necessários para a produção: uma máquina para cortar as chapas de alumínio, outra para fazer as dobras e uma furadeira. A empresa fabrica dois modelos que produzem pizza. O mais barato custa R$ 1.790.

“Um equipamento pequeno, funcional e de baixo custo, tanto para a gente que fabrica quanto para quem compra”, acrescenta o empresário Marcelo Campos.

Outro modelo é maior: tem 1,40 centímetros de altura, vem com um carrinho e uma estufa em cima. Custa R$ 2,7 mil. Ele mantém o alimento sempre quentinho.

A empresa vende 40 máquinas por mês. Os clientes Abel e Andréa Lucena apostam na mobilidade do equipamento para ter um bom retorno.

“Estou comprando, porque é uma máquina que tem bastante mobilidade. Tem três faculdades onde eu vou vender. Posso ir para uma e para outra. Já tenho licença da prefeitura. A galera lá da faculdade vai se esbaldar nessas pizzas”, espera o cliente Abel de Lucena Filho.

“As vendas estão indo bem, estão crescendo em torno de 10% a 15% por mês e acredito que, no futuro, esteja crescendo ainda mais. A demanda, as ligações estão crescendo, a procura está sendo bem grande e o equipamento está se popularizando”, comenta o empresário Marcelo Campos.

Em um quiosque em frente a um supermercado, em São Paulo, está uma delas. O empresário Gilberto Zocchi vende sorvete e milk shake e instalou um equipamento também para fazer pizza.
“Eu montei o quiosque a base do sorvete. Só que o tempo esfriou, e eu tinha de agregar alguma coisa para ser consumida no frio nessa época. Como todo brasileiro gosta de pizza, e eu sou um deles, então investi na máquina de pizza por ela também ser rápida”, explica o empresário Gilberto Zocchi. Gilberto vende 100 minipizzas por semana neste quiosque. A lucratividade do negócio é alta. Ele compra as pizzas prontas, em saquinhos. Cada uma custa para ele R$ 1,13. O valor de venda é de R$ 2,50 a unidade. “O consumo de luz e gás é bem baixo, e a lucratividade passa dos 100 %”, calcula.

O equipamento é rápido. Assa oito minipizzas de uma vez, em um minuto. “Eu passei, fiz a comprinha e já vim degustar a pizza. Foi bem rápido mesmo”, elogia a cliente Claudia Marins.

Assim, nos horários de pico, a empresa não deixa de atender ninguém. “É muito prática. Você a põe no pré-aquecimento. Quando o cliente chega e pede a pizza, você a tira ela do pré-aquecimento e coloca no forno. Aí gasta menos de um minuto para fazer”, conta o empresário Gilberto Zocchi.

A pizza tem a vantagem de estimular o consumo de outros produtos. De cada dez pessoas que comem a pizza, sete pedem uma bebida e quatro uma sobremesa. O resultado é que o cliente gasta mais: em média, são R$ 5 por compra. O empresário até faz promoções para incentivar a combinação de salgado com doce, como uma pizza com milk shake por R$ 5.

“É cultural. Você vai a um restaurante, almoça ou janta, quando acaba que um docinho para tirar o sal da boca. Então, a pizza está agregando isso. A pessoa come a pizza, e aí toma uma casquinha ou um milk shake. Eu estou muito satisfeito”, comenta o empresário.

“A promoção é bastante convincente. Aproveitei para tomar um Milk Shake”, disse a cliente Elimar Silva.


CONTATOS DAS EMPRESAS MOSTRADAS NA REPORTAGEM
MC 5 do Brasil – fábrica de máquina para pizza
Tel.: (11) 2214-5132 / 2544-4830
http://www.maquinasexpress.com.br
Rua Dr. Assis Ribeiro, 8118 – Ermelino Matarazzo CEP: 03827-001 - São Paulo/SP

Quiosque Du Sorvete (lanchonete)
Tel.: (11) 9783-4464
Av. Renata, 448 – Chácara Belenzinho - Vila Formosa CEP: 03377-010 - São Paulo/SP


REPORTAGEM FEITA POR PEQUENAS EMPRESAS & GRANDES NEGÓCIOS DO SITE DA GLOBO - http://pegntv.globo.com