terça-feira, 12 de maio de 2009

CRISE! MAS QUE CRISE?

A atual crise econômica mundial, que sempre existiu para quem é pobre, não está abalando só o neoliberalismo do mercado financeiro e o comércio internacional, mas também a relação individual entre as pessoas. A liberdade total e sem controle do estado distanciou mais os pobres dos mais ricos. Os produtos dos mais pobres encontram mais barreiras do que o normal, pois esses sempre foram barrados. Quando digo que a crise sempre existiu para o mais pobre, e não vou entrar na questão comercial dos países, e sim no mérito pessoal dos cidadãos enquanto agentes econômicos, ou seja, consumidores e mão de obra assalariada. Quando um rico perde um bem, dentre os vários que ele tem, ele se sente muito abalado, e não deveria, mas isso acontece porque o seu status não é mais o mesmo. A condição do pobre, perdendo ou não perdendo, é a mesma, e ele nunca sentiu o gosto de ter 2 (dois) carros, 2 (duas) casas, cartão de crédito sem limites, viagens e tantas outras benesses do capitalismo.

A crise faz com que o pobre demore mais para comprar um bem, e às vezes nunca, pois vive na subsistência, enquanto um rico ela é passageira, isso quando ele não for perdulário, e em pouco tempo ele recupera sua posição anterior. Eu considero uma pessoa consumista aquela que consome além da sua real necessidade, pois o menos favorecido compra apenas aquilo que o faça sobreviver. Passar fome, tirando algumas religiões, e pré-condição da pobreza, e quando digo isso é porque já estive lá. Ficar preocupado por não poder trocar de carro ou comprar um vestido novo é simplesmente fútil, quando se comparado com aqueles que vivem na miséria. Esqueçam essa dicotomia do pobre e rico, pois o mais importante é o ser humano, e não o bem material que ele possui.

E seguindo um raciocínio simples, que quem não conhece a crise acaba sentindo mais, e aqueles que já vivem nela sentem menos. Os pobres vão passar pela crise, como ela começou, ou seja, na mesma condição. Algumas pessoas mais esclarecidas que eu conheço já me disseram que isso é utópico, até posso concordar, mas não me sinto em paz e estou em eterno conflito, e pergunto: será que é isso que Deus quer para o homem? Ou será que a escritura sagrada, que foi feita pelo homem, é quem conduz a tudo isso? E não fazer nada e ficar observado tudo parado é a melhor maneira? Na verdade é a crise existencial que me questiono, o quê é que nós estamos fazendo aqui? Portanto, lutem!, lutem!, lutem! e lutem! ... sem parar.


"Quando escrito em chinês a palavra crise compõe-se de dois caracteres: um representa perigo e o outro representa oportunidade." - John Kennedy


“Quem ouve falar das verdades do paraíso, onde tudo é belo, não prestou atenção no que dizem os economistas.” - Marco Antonio de Araujo - Economista e Livre Pensador

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